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Mostrando postagens de 2020

Retrospectiva 2020

 2020 começou como um ano qualquer. Como se fosse ser um ano típico. Eu tentando ser uma pessoa melhor que fui no ano anterior e o resto do mundo seguindo suas vidas do jeito que acharem melhor. Mas o que ninguém sabia, é que 2020 ia ser um ano repleto de dificuldades, e muito, mas muito atípico. 2020 foi o ano que passamos por uma pandemia  e tivemos que reaprender a viver em uma sociedade diferenciada. Tivemos que aprender a estar perto, estando longe. Tivemos que aprender a cuidar da nossa saúde mental, enquanto cuidamos da saúde física dos outros. Usando máscara, evitando sair de casa e aumentando nossos hábitos de higiene pessoal. Não foi fácil pra ninguém, tenho certeza absoluta disso, mas acredito que por pior que tenha sido, também veio com muito aprendizado e crescimento pessoal pra muita gente. E eu me incluo nessa lista de aprendizado e crescimento pessoal. Por mais que tenha sido um ano difícil, pra mim, 2020 foi um ano muito bom. O tanto que eu aprendi, cresci e m...

Short Story

 Todo mundo é feito de energia, certo? Certo. Todo mundo sabe disso, mas o que as pessoas não sabem, é que cada pessoa tem uma energia diferente, com uma cor diferente. Eu consigo ver isso. É meu "super-poder" ou algo assim. Não é algo tão legal quando voar, ou ficar invisível, mas pelo menos é uma vida bem... Colorida. É uma aura colorida que envolve todo o contorno do corpo da pessoa. Cada aura é diferente. Algumas são parecidas mas os tons são levemente diferentes. As cores frias são as minhas pessoas preferidas, tons de roxo, azul e verde, por exemplo são pessoas calmas, tranquilas, mais introvertidas. As cores quentes, normalmente são mais fortes, mas não são muito meu tipo de pessoas, são pessoas expansivas, extrovertidas e impulsivas... - Oh meu Deus! Me desculpa! Você está bem? - Era uma menina, de no máximo 17 anos. Acho que eu estava tão concentrado nos meus próprios pensamentos que não vi ela que ela estava na mesma linha que eu estava caminhando. E pelo jeito ela ...

Mais um aniversário

 Post obrigatório de aniversário, onde eu começo a pensar sobre o que foi o meu ano, e me preparo para a retrospectiva do ano. Esse ano, 2020, eu vou fazer 29 anos, e não, 29 anos não é pouco. Mas mesmo assim, eu ainda não sei se eu poderia me considerar adulta. Quer dizer, teoricamente eu acho que eu sou adulta. Eu estou morando sozinha, com o meu marido , estou pagando todas as minhas contas com o salário que eu recebo do meu emprego , mas o negócio é que eu não me sinto adulta. Eu não sinto como se eu tivesse a minha vida resolvida, como eu sempre achei que fosse o que distinguia adultos de adolescentes.  Eu aprendi esses tempos atrás que adultos não tem suas vidas resolvidas, e 90% das vezes, eles só "aparentam" ter as vidas resolvidas de fato. Mas então o que faria com que eu me sinta adulta? Será que ter filhos é o que fará com que eu me sinta adulta? Porque isso parece ser o único "passo" que eu ainda não dei. Eu já me formei, já casei, já saí da casa dos pa...

Mais uma sobre o passado...

Algo que eu tenho pensado frequentemente, nesses últimos tempos, é sobre o passado. Sobre a minha infância e adolescência. Principalmente agora, com tantas novidades na família. Irmão tendo filho, Primo tendo filho. Pra mim, eles ainda são crianças. Eu não consigo enxergar eles como pais. E acho que por isso que eu tenho relembrado tanto do passado. Minha infância não foi ruim. Não foi mesmo. Eu gostava (e ainda gosto) de ter poucos amigos, e ficar mais na minha. Mas eu sempre tive a opção de fazer qualquer coisa que eu quisesse fazer. Futebol, Judô, Ballet, Coral, Música, Tênis. E eu sei que tudo isso, eu só consegui, porque o meu pai trabalhava muito para conseguir ter dinheiro pra proporcionar pra gente uma boa educação e uma vida decente. Eu sempre estudei em escola particular, sempre pude fazer aulas de inglês, ou atividades extra-curriculares. E por mais que na época eu não tivesse percebido o quanto isso foi importante e que não deve ter sido fácil para o meu pai, agora eu perce...

Assunto Polêmico, mas que eu preciso desabafar...

Hoje, uma das primeiras notícias que eu vi, quando acordei, foi sobre uma menina de 10 anos, no Recife/Pernambuco que foi estuprada pelo tio, e a justiça autorizou o aborto. Uma multidão, em sua maioria da igreja evangélica, se juntou em frente a clínica para protestar o aborto.  Eu fiquei indignada, de verdade, com isso. Eu entendo que cada um tem a sua crença, e que algumas pessoas acreditam que aborto não é legal, e que tem uma vida lá dentro, e tudo mais. Mas essas pessoas que se dizem a favor da vida, não pararam pra pensar na vida da menina de 10 anos? O que vai ser da vida dessa menina da 10 anos, que é estuprada pelo TIO desde que tinha 6 anos? Ela vai ter que aguentar uma gravidez de 9 meses, ver seu corpo ser deformado, pra sofrer um parto que muitas mulheres adultas dizem que é uma das dores mais fortes que já sentiram, pra encontrar com um filho que, a cada vez que ela olhar pra ele, vai lembrar daquele que a abusou durante 4 anos? Se eles são tão pró-vida, porque eles ...

SURPRISE APPRECIATION TIME!

Eu queria tirar um tempinho aqui para apreciar as coisas BOAS que aconteceram esse ano. Provavelmente vocês vão ver no final do ano, na habitual retrospectiva de 2020 muitas das coisas que eu vou falar aqui. Mas eu queria aproveitar esse espaço pra fazer isso agora. Porque estamos num momento muito delicado, no mundo inteiro, com toda essa história de COVID-19, Black Lives Matter, Police Brutality, e mais um montão de coisas que tá deixando as pessoas cada vez mais desacreditadas na sociedade (e eu me incluo nessa lista). Mas pra mim, pessoalmente, 2020 não foi tão ruim quanto poderia ter sido. Tiveram coisas muito boas acontecendo esse ano, e eu quero falar um pouquinho sobre elas. O primeiro ponto importante de 2020 foi o início das aulas particulares de Pole, com a Karla. Eu admito que estava levemente com medo de não valer a pena. Afinal, eu estou pagando mais dinheiro por "menos aulas". Mas a verdade é que eu to fazendo muito mais aula do que eu fazia antes, porque as au...

Desabafo

Fazia tempo que eu não escrevia um desses, né. Mas é, hoje eu preciso desabafar. Eu to chateada, mesmo. Estamos no meio da Pandemia do COVID-19. Desde março, praticamente não saio de casa. E AINDA não estou saindo. Desde semana passada, as lojas e estabelecimentos estão começando a reabrir. Mas ainda estamos em um momento crítico. As mortes por covid aumentam a cada dia. Eu estou em casa a 3 meses, e se saí de casa umas 6 vezes, foi muito. Eu saí umas duas vezes para ir no mercado, duas vezes para visitar minha mãe(no dia das mães e quando ela se mudou), e mais umas duas vezes para buscar algo para comer. E hoje foi um dos dias que eu saí para buscar algo para comer. E hoje que eu percebi como as pessoas realmente não estão mais nem aí para nada. A maioria das pessoas não estão usando máscaras, todo mundo está saindo de casa, simplesmente para PASSEAR e "fazer rolê". Eu estou chateada, porque eu estou ficando em casa, não só pela minha saúde, mas também pela saúde dos outros....

O menino que cresceu...

Essa é a história de um menino que foi obrigado a crescer rápido demais. Ele nunca pode brincar com os amigos, pois ele tinha uma coisa chamada responsabilidades. Ele também não sabia direito o que significava isso, mas ele sabia que ele tinha que cuidar da mãe, cuidar da casa, cuidar do irmão. Ele precisava fazer isso, se não, quem ia cuidar? Ele sabia que o irmão era muito novo para ter que se preocupar com esse tipo de coisa, e a mãe simplesmente não se importava. Nunca ninguém falou pra ele que ela deveria fazer essas coisas, então ele simplesmente achou que todas as crianças também faziam isso para os seus pais. Ele só não entendia como seus amigos tinham tanto tempo? Como eles conseguiam brincar, fazer a tarefa da escola, cuidar da casa e cuidar da familia? Ele não conseguia. E se sentia mal por isso. Ele pensava: "Será que eu sou tão inferior a eles? Será que eu não consigo fazer tudo porque eu sou ruim?". Nunca ninguém falou pra ele que ele não conseguia, porque ele e...

Sobre o passado e tal...

Ultimamente eu tenho pensado bastante no passado e por isso resolvi escrever sobre isso mesmo. Não sei se é por causa da quarentena que eu to tendo tanto tempo de pensar na minha vida e no que se passou e fazer uma introspecção mais detalhada do que normalmente, ou se é porque pessoas do meu passado estão voltando (ou eu estou ativamente procurando). Eu acho que tudo começou quando um certo dia me deu uma baita saudade do intercâmbio, e eu passei o dia todo tentando me lembrar de tudo que aconteceu lá. Queria tanto poder voltar no tempo e reviver aqueles dias. Eu tive dias ruins lá, mas os dias bons foram tão bons, que com certeza compensaram. Ontem, conversei bastante com amigas de infância, e ficamos relembrando da época do colégio. Eu não me lembro de quase nada da época do colégio. Só me lembro de alguns momentos que até hoje eu não sei porque me marcaram tanto. Eu sinceramente não sei como funciona esse negócio de memória. Não sei o que faz uma memória ser guardada onde não pode...

Sobre o meu funeral...

Esses dias eu estava pensando no meu funeral, e algumas coisas me passaram pela cabeça. Eu não sei quem vai estar vivo e quem vai ser o responsável por cuidar dessa parte, afinal, eu não sei quando eu vou morrer e por isso, eu não sei com quem conversar sobre isso. E nessa hora eu pensei: "Eu vou escrever no blog, que é mais provável que alguém que vai cuidar disso, veja/leia." A primeira e principal coisa, é que eu não quero que o meu funeral seja triste. Eu não quero que as pessoas vejam meu funeral como um evento para lamentar minha morte. Eu quero um evento em que as pessoas possam comemorar a minha vida. Eu queria que fosse um evento em que as pessoas pudessem parar para refletir e lembrar todos os momentos bons que passamos juntos. Quero que seja um evento para que as pessoas troquem histórias sobre as coisas que eu fiz e sobre a pessoa que eu fui. Eu acredito que a vida não acaba quando a gente morre. A vida só acaba quando as memórias são esquecidas. E é por isso ...

Coisas que eu aprendi com DID

Acho que pouca gente sabe, mas eu tenho visto muito ultimamente sobre DID. DID é a sigla para Dissociative Identity Disorder, que antigamente era conhecido por Distúrbio de Múltiplas Personalidades. Eu pessoalmente, não tenho DID, mas eu acho extremamente interessante ver como é a vida das pessoas que têm. Não no sentido de: "Que diferente, essa pessoa na verdade são várias pessoas!", mas no sentido de: "Caramba, como o cérebro é interessante! Para conseguir sobreviver, ele criou barreiras de amnésia entre diferentes partes e personalidades." Acho que eu vou começar explicando um pouco sobre DID antes de começar a dar minhas opiniões aqui. DID é formado quando uma criança, que tenha entre 5 a 10 anos, sofre traumas consistentes (repetidamente), e tenha uma alta capacidade de dissociação. Essa criança, dessa forma, o cérebro dessa criança irá separar uma personalidade que vai lidar com o trauma e uma personalidade que irá continuar seguindo a vida como se o trauma ...

O destíno é inexorável...

Durante alguns dos momentos mais difíceis da minha vida , foi essa frase (repetida pelo menos 87 vezes) que me salvou de pensamentos muito muito ruins. E desde então, eu quero tatuar isso em alguma parte do meu corpo, para que eu não esqueça nunca, tanto desses momentos difíceis da minha vida, quanto do significado da frase em si. O destino é inexorável. O destino não depende de nós e o que tiver que acontecer vai acontecer. As vezes porque é o que precisamos no momento e não sabíamos, e descobrimos apenas depois. As vezes sempre permanecerá uma incógnita o porque aquilo aconteceu. Mas se aconteceu, é porque era pra acontecer. Era a hora certa. Era o momento certo. E estranhamente, esse momento difícil que eu mencionei, agora faz sentido o porque precisava ter acontecido. Foi dificil? Foi. MUITO difícil. Mas foi essencial para o meu crescimento e amadurecimento. Acho que algumas pessoas acreditam nisso como "Fé em Deus" e coisas como "Ele só coloca coisas que você ...

Valentine's Day Special

Como prometido, eis eu aqui escrevendo sobre o Valentine's Day. Primeiro quero começar explicando que originalmente eu não ia escrever sobre o meu relacionamento. Eu queria escrever sobre amor no geral. Mas talvez eu não consiga fazer isso sem escrever um pouco sobre o meu relacionamento. Então me perdoem pela "egocentricidade" aqui. A alguns (e por alguns eu quero dizer muitos) anos, ainda na minha adolescência (mais de uma década atrás), eu me perguntava sobre o que é o amor? Como eu ia saber se eu amava alguém se nunca ninguém conseguiu explicar o que é o amor? Como eu ia saber se eu não tinha como comparar o que eu sentia com o que as pessoas falavam ser o amor. E honestamente, eu acreditava ser tudo invenção. Amor não existia. O que existia eram duas pessoas que se gostavam, e que simplesmente se acostumavam a viver uma com a outra, relevando os evidentes defeitos do outro, em busca de uma convivência em paz. E só muito mais tarde eu fui perceber que essa minha c...

Resoluções de Ano Novo - 2020

Ano passado eu fiz as resoluções direto no caderno, e não passei para o blog. No blog, eu só fiz algumas pequenas metas, em forma de texto mesmo. Agora aqui eu vou colocar em bullet points: Se mudar (de casa/de cidade/de país). Experimentar pelo menos 5 coisas novas (comida/esporte/dança/hobby) e adquirir 1 nova habilidade. Mudar de emprego. Escrever mais. Organização Pessoal (Agenda/Planner) Exercícios consistentes (pelo menos 2x por semana) Agora vou explicar melhor a motivação de cada um dos tópicos. 1. Em contraste com a resolução do ano passado, que era "Ir pro Canadá", esse ano abaixei as expectativas. Se for para me mudar para o Canadá, ótimo. Se for para me mudar de casa, ótimo também. Essa resolução veio um pouco do meu burnout do ano passado. Eu estava cansada de ficar na mesma. De morar no mesmo lugar, de trabalhar no mesmo lugar. Foi como se fosse uma onda de querer mudar, e por mais que eu tenha melhorado um pouco, a sensação de querer mudar conti...