Retrospectiva 2020

 2020 começou como um ano qualquer. Como se fosse ser um ano típico. Eu tentando ser uma pessoa melhor que fui no ano anterior e o resto do mundo seguindo suas vidas do jeito que acharem melhor. Mas o que ninguém sabia, é que 2020 ia ser um ano repleto de dificuldades, e muito, mas muito atípico.

2020 foi o ano que passamos por uma pandemia e tivemos que reaprender a viver em uma sociedade diferenciada. Tivemos que aprender a estar perto, estando longe. Tivemos que aprender a cuidar da nossa saúde mental, enquanto cuidamos da saúde física dos outros. Usando máscara, evitando sair de casa e aumentando nossos hábitos de higiene pessoal. Não foi fácil pra ninguém, tenho certeza absoluta disso, mas acredito que por pior que tenha sido, também veio com muito aprendizado e crescimento pessoal pra muita gente. E eu me incluo nessa lista de aprendizado e crescimento pessoal.

Por mais que tenha sido um ano difícil, pra mim, 2020 foi um ano muito bom. O tanto que eu aprendi, cresci e me adaptei esse ano, foi algo que eu nunca consegui em nenhum outro ano. Foi tanta coisa que eu pude aproveitar, experiências que eu passei e lições que eu aprendi. E são coisas que provavelmente eu não iria ter passado, se não estivesse acontecendo tudo isso. 

Mas enfim, vamos para a tão esperada análise das resoluções de ano novo de 2020:

1. Se mudar (de casa/de cidade/de país).
- Eu me mudei! Em outubro, pegamos as chaves do nosso apartamento alugado e viemos morar só eu, o Paulinho e a Bunny. Foi muito bom, e eu fico muito feliz de ter colocado essa resolução na lista. E fico muito feliz de não ter escrito "Mudar de país" ou "Mudar pro Canadá", porque com os acontecimentos que estavam fora do meu controle, isso não seria possível, mas mudar para o nosso próprio apartamento (alugado) já nos fez quase tão bem quando mudar para o Canadá (eu acho).
Foram meses procurando um lugar que fosse bom, e não fosse tão caro, que eu conseguisse pagar todas as contas só com o meu salário, e que tivesse um espaço bom. E na metade do ano, depois de perder o primeiro apartamento que havíamos gostado e visitar muitos outros apartamentos que não gostamos, finalmente achamos um apartamento que cumpria quase todos os requisitos da lista (ainda sinto falta de ter mais de um banheiro na casa). E foi esse mesmo que alugamos. Na Rua Amazonas, 1030.
Não vou falar que foi tudo um mar de rosas, porque não foi. Por exemplo, estamos aqui a 2 meses e ainda não conseguimos instalar a internet da Copel. Ficamos 1 mês e meio sem fogão, pois o balcão que compramos para instalar o cooktop levou muito tempo para chegar. Mas o silêncio que temos aqui, em contraste com os gritos e festas dos vizinhos na casa antiga, com certeza já faz valer a pena. Ter o nosso cantinho com a decoração do jeito que a gente quer, é outra coisa. É como se pela primeira vez eu estivesse em casa. Eu não to morando na casa dos meus pais, ou na casa da minha sogra. Eu to morando na minha casa.

2. Experimentar pelo menos 5 coisas novas (comida/esporte/dança/hobby) e adquirir 1 nova habilidade.
- Não sei se eu cheguei nas 5 coisas novas. Mas eu com certeza adquiri uma nova habilidade. Crochê (1). Eu comecei na metade do ano, lá por junho/julho. Comecei do zero, mesmo. Não sabia nem fazer ponto. Não sabia que tinha diferentes tipos de pontos. A única coisa que eu sabia é que eu queria aprender. Entrei no YouTube e comecei a procurar vídeos de tutoriais para iniciantes. Fiz minha primeira bolinha com um vídeo de uma menina que explicava super bem, para quem não sabia nada. Minha primeira bolinha ficou oval, mas aceitei que com a prática, eu podia melhorar. Fiz outra logo em seguida, e já ficou melhor. Resolvi praticar meus pontos, tentando fazer uma touca. Não posso dizer que ficou muito boa, mas ficou melhor do que eu achei que iria ficar. Depois da touca, fiz uma baleia, um amigurumi bem pequenininho pra começar. Acabei invertendo as cores mas a forma dele ficou bem certinha e os pontos ficaram bons. Desde a baleia até agora, eu já pratiquei bastante, e tá sendo algo que eu to gostando bastante de fazer. Meus amigurumis ainda não ficam perfeitos, e sempre que eu acabo um, eu ainda consigo ver erros em cada um deles. Mas ainda assim, eu gosto muito de fazer, e gosto bastante do resultado no final. Olhar de longe e pensar que fui eu que fiz aquilo.
Outra coisa que eu experimentei esse ano, foi Lettering (2). Foi algo que eu também sempre achei legal, mas nunca tinha tentado colocar em prática. No começo do ano, comprei canetas pincel e comecei a ver tutorias na internet. Meus primeiros eram bem ruins, não vou mentir. Mas depois eu acho que eu peguei o jeito e estava começando a melhorar. Pratiquei todas as letras várias e várias vezes. enchi páginas e páginas do meu caderno com letras cursivas. Eu não vou falar que eu parei porque não estava mais gostando de fazer isso, eu parei simplesmente porque perdi o hábito de praticar. Fiquei alguns dias sem praticar, aí fui fazendo com cada vez menos frequência, até que eu simplesmente parei.
Esse ano também fiz uma aula experimental de boxe (3). Foi muito legal, mas não é algo pelo qual eu trocaria o Pole Dance. 
No começo do ano, também experimentamos frequentar um centro budista (4) para fazer meditação e estudar ensinamentos budistas. Foi algo que tanto eu quanto o Paulinho gostamos bastante da experiência, porém, com a Pandemia os encontros foram cancelados, a principio, e depois quando foram retomados, eram via video conferência, e dessa forma não voltamos a praticar. Mas foi uma experiência muito boa, e se os encontros presenciais fossem retomados, com certeza eu iria voltar a praticar.
E a última coisa que eu consigo lembrar de novas experiências esse ano, foi o trabalho remoto (Home Office) (5), que foi uma das coisas que a pandemia me proporcionou. Eu aprendi a trabalhar de casa, a separar minha vida profissional da minha vida pessoal, mesmo estando no mesmo ambiente. Honestamente eu não tinha tanto medo assim de não funcionar pra mim. Eu sei que eu consigo focar bem quando eu tenho que fazer algo, e simplesmente funciona pra mim. Mas sempre dá pelo menos um pouquinha daquela insegurança, de "será que eu vou conseguir fazer as coisas bem feitas? Será que eu não vou acabar fazendo alguma besteira porque eu não tenho a ajuda direta de alguém ali comigo?". Mas sinceramente, pra mim funcionou muito bem. Eu consegui aprender a ser um pouco mais flexível nos meus horários de trabalho, que era algo que, na Coopers, por exemplo, eu me cobrava muito e isso levou a um burnout. Com o trabalho remoto, eu consigo tirar um tempo, no meio do expediente, por exemplo, pra fazer alguma outra coisa, e dessa forma, relaxar um pouco. 

3. Mudar de emprego
- E de fato, mudei! Vou repetir o que eu escrevi em um post passado: Sair da Coopers não foi fácil. Ter que "enfrentar" meus dois chefes e falar que eu ia sair, no meio de uma pandemia, sabendo que eles não iam conseguir me substituir tão cedo, não foi fácil. Mas eu fiz uma decisão, levando em conta o meu crescimento profissional, e agora, eu não me arrependo nem um pouquinho dessa decisão. Eu aprendi muito na Webcore, e além disso, meu salário quase duplicou, ainda mais se levar em conta os benefícios que eu recebo na Webcore (como CLT) e as despesas que eu tinha na Coopers (como PJ). Na Webcore eu sinto que o limite do meu aprendizado vai ser muito maior do que na Coopers. Eu não me arrependo nem por um segundo da escolha que eu fiz, e sei que ter saído da minha zona de conforto na Coopers, por mais que tenha sido difícil, foi muito importante pro meu crescimento. Sem contar que a equipe da Webcore é 5000 vezes mais legal que a equipe da Coopers. Como eu já disse num post anterior, eles se preocupam com o seu crescimento porque eles querem ver a gente crescer pela gente, e o fato de que vai ajudar a empresa é só um plus. Enquanto na Coopers eu sentia que eles só queriam que a gente crescesse e aprendesse mais, para o benefício deles próprios e da empresa.

4. Escrever mais.
- Minha meta de escrever 12 posts no ano foi atingida. Eu queria ter feito um post por mês, pelo menos. Mas alguns meses (no final do ano, principalmente), eu não consegui escrever, por motivos variados. No final do ano foi uma correria danada com projetos super urgentes que eu tive pouco prazo pra fazer e me deixavam completamente exausta no final do dia que eu só queria ir direto dormir, e a própria mudança de apartamento que também foi uma super correria que, no final do dia eu só queria ir dormir. Como sempre, eu ainda gostaria de ter escrito mais. Mas diferente dos outros anos, eu fiquei feliz com o meu progresso no quesito escrita.

5. Organização Pessoal (Agenda/Planner)
- Consegui manter a consistência do uso da agenda e planejamento pessoal durante o ano inteirinho, e estou bem feliz com isso. Tem me ajudado bastante, especialmente no controle de pagamentos de contas e organização de eventos importantes, como aniversários, por exemplo. Me ajuda a lembrar de algumas coisas que eu tenho certeza que seriam esquecidas se eu não anotasse na agenda. É claro que mesmo anotando, algumas vezes eu ainda esqueço, mas a frequência é beem menor do que no caso de não usar a agenda. Esse é um ponto que eu quero continuar focando nos próximos anos. Agenda/Planner é vida. :D

6. Exercícios consistentes (pelo menos 2x por semana)
- Essa foi uma das metas que eu achei que iria ser uma coisa mas acabou sendo outra completamente diferente. Quando eu criei essa meta, eu tinha em mente que eu ia parar com o Pole, e buscar outra coisa que eu pudesse fazer exercício, dessa forma, fazendo 2x na semana seria o ideal. Aí o ano começou e eu acabei experimentando uma aula de pole no Ayre's. Achei que pudesse me ajudar a sair de onde eu estava estagnada na Elô. Foi legal, foi. Mas não era o que eu precisava. Acabei forçando de mais, e minha perna machucada, que já tinha melhorado começou a reclamar novamente. Fiz uma aula experimental de boxe, que também foi legal, mas não tão legal a ponto de trocar o Pole. Em março, comecei a combinar com a Karla de ter aulas particulares com ela, e Abril começamos as aulas. De lá para cá, estou no Pole duas vezes na semana, e mais ou menos na metade do ano, comecei também com as aulas de flex, com ela. 
Ela começou me dando aulas na minha casa, aí abriu a própria salinha, e eu estou junto com ela, vendo ela crescer e se tornar independente da Elô. E posso dizer que é muito legal acompanhar de perto esse crescimento. O cuidado e o carinho que ela tem com todas as alunas dela é algo que eu nunca vi na Elô. O esforço dela em buscar coisas novas é algo que eu nunca vi na Elô. O cuidado em procurar sempre uma forma de fazer o movimento mais indicado pra pessoa, e o cuidado em tentar fazer um movimento de uma forma a contornar alguma lesão que a aluna dela já teve é algo que eu nunca vi na Elô. Ela é uma professora muito melhor do que a Elô e eu fico muito feliz de ver ela perceber que é essa pessoa que eu sempre vi que ela era. E por isso que eu  fico tão feliz com cada conquista dela.


Mas enfim. Já falei demais. O resumo da ópera é que: Das 6 metas que eu coloquei para 2020, eu consegui realizar as 6! E isso fez com que o meu ano, ainda que com toda a história da Pandemia, fosse o melhor que eu conseguiria ter. Ainda que com Covid, eu cresci profissionalmente e amadureci pessoalmente. Alcancei coisas que eu nunca achei que fosse alcançar (sonho da casa própria, hehe). Pra mim, 2020 não foi um ano perdido, mas sim um ano de experiências e inovações.

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