Valentine's Day Special

Como prometido, eis eu aqui escrevendo sobre o Valentine's Day.

Primeiro quero começar explicando que originalmente eu não ia escrever sobre o meu relacionamento. Eu queria escrever sobre amor no geral. Mas talvez eu não consiga fazer isso sem escrever um pouco sobre o meu relacionamento. Então me perdoem pela "egocentricidade" aqui.

A alguns (e por alguns eu quero dizer muitos) anos, ainda na minha adolescência (mais de uma década atrás), eu me perguntava sobre o que é o amor? Como eu ia saber se eu amava alguém se nunca ninguém conseguiu explicar o que é o amor? Como eu ia saber se eu não tinha como comparar o que eu sentia com o que as pessoas falavam ser o amor. E honestamente, eu acreditava ser tudo invenção. Amor não existia. O que existia eram duas pessoas que se gostavam, e que simplesmente se acostumavam a viver uma com a outra, relevando os evidentes defeitos do outro, em busca de uma convivência em paz. E só muito mais tarde eu fui perceber que essa minha concepção era o exemplo que eu tinha em casa. Meus pais eram como amigos, que aguentavam os defeitos um do outro pra tentar conviver em paz. Mas eu nunca vi muito afeto entre eles. Eu nunca presenciei meu pai ou minha mãe falando um "Eu te amo". Talvez eles simplesmente evitassem fazer isso na minha frente, não sei. Mas era isso que eu conhecia de um casal e era isso que eu imaginava ser o tal "amor".
Agora eu vejo como eu estava errada. E fico com vontade de voltar no tempo e de alguma forma fazer com que meus pais percebessem que o amor que talvez eles tivessem um dia sentido um pelo outro, já havia morrido e eles precisavam ou fazer algo para tentar reacender as coisas, ou partir para a próxima. Porque agora eu sei que amor é mais do que isso. Agora que eu já experienciei isso, eu sei que eu nunca conseguiria viver como eles viviam, ou como eu achei que fosse viver. Eu não conseguiria viver fingindo não perceber os defeitos do outro, só para conviver em paz. Hoje eu sei que amor é você saber os defeitos do outro e mesmo assim não querer mudar nada, não porque quer evitar briga, mas porque sem os defeitos, a pessoa não seria a mesma. E exatamente do jeito que ela é, com todos os defeitos, ela é perfeita para você.
Eu conheço absolutamente todos os defeitos do meu marido (ugh, ainda não acostumei em chamar de marido), mas mesmo assim, não mudaria absolutamente nada. É por causa da preguiça que ele tem de levantar da cama de manhã, que faz com que as vezes que ele levanta para fazer um café para mim se tornam tão especiais. É por eu saber das dificuldades dele, que faz com que eu perceba os sacrifícios que ele faz para tentar me agradar. E o mesmo vale pra mim. Ele sabe o quanto eu tenho dificuldade em falar o que está me incomodando, e por isso, toda vez que eu consigo falar que tem algo me incomodando, ele leva muito a sério, pois ele sabe que é um sacrifício pra mim.
Talvez eu não esteja fazendo muito sentido. Eu sei que eu realmente não entendia até vivenciar. Mas é o que é. O amor é uma troca justa, você aceita o outro com todos os defeitos (e qualidades, é claro), e o outro te aceita com todos os seus defeitos (e qualidades). Ninguém nesse mundo é perfeito, e isso é um fato. Você só tem que achar a pessoa que é perfeita para você.

Eu sei que eu to sendo clichê ao extremo, e falando a mesma coisa que eu lia e pensava: "Realmente, tem cara de ser tudo balela." Mas eu juro que existe sim! Se depois de 10 anos, eu ainda sinto exatamente da mesma forma que eu sentia quando começamos a namorar (talvez um pouquinho mais, vai), é porque alguma coisa tem. E eu acho que o mais importante é como a gente se sente, no final. E eu sinto que agora eu sei o que é Amor, e que agora tudo o que eu li sobre amor faz todo o sentido.

E eu queria que todo mundo pudesse sentir, pelo menos uma vez na vida, isso que eu sinto todos os dias quando eu olho pra ele...





(Espera só chegar o dia do nosso aniversário de namoro pra esse blog ver o que é texto melecado de tão doce... hehe)


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