Retrospectiva de 2025

 


1. Trocar de emprego. ❌
Eu não troquei de emprego, continuo na Webcore, mas tive uma promoção e agora sou sênior. Não que o aumento de salário tenha sido muito, e sim, eu tive que pedir o aumento e promoção, mas hey, melhor que nada, não é mesmo? E além disso, acho que no final acabou sendo bom, porque eu sei que eu tenho estabilidadade na Webcore. Eu vou ter licença maternidade, e sei que eles não vão me demitir quando eu voltar da licença. O que honestamente, no momento que eu to agora, é muito melhor do que ganhar mais.

2. Ler ao menos 12 livros no ano. 
Eu não contei quantos livros eu li esse ano, mas com certeza posso marcar como feito, porque esse ano eu de fato li MUITO! E gostei muito de ler. Eu li toda a série do Stormlight Archive (que sinceramente cada livro deve valer por uns 3, vai), reli os livros do Mistborn e simplesmente fiquei viciada nesse mundo de fantasia. Agora no final do ano eu dei uma parada, admito, mas acho que por eu ter lido tanto no começo do ano, super compensou. 

3. Cuidar da Saúde Mental. 
Esse é um ponto complicadíssimo aqui. Pra ser beeeeeeem sincera, eu não sei como foi meu ano em relação a saúde mental. Eu sei que eu tentei, e tentei MUITO, cuidar da saúde mental. Eu voltei pra meditação, e consegui manter uma certa consistência. E eu sinto que eu consegui ser melhor que no ano passado. Mas eu não sei o quanto disso foi mérito meu, e o quanto disso foi porque o Paulinho, por estar trabalhando presencial em uma coisa nova, estava menos depressivo e mesmo quando ele não estava bem, ele não estava muito tampo em casa, então a energia ruim não me afetava tanto. Eu sei que eu tive dias ruins, também. Mas acho que isso é normal. Eu to chegando a conclusão de que é impossível ser feliz o tempo todo. Mas no geral, eu acho que eu to um pouco mais tranquila quando a minha saúde mental.

4. Continuar com o japonês. 
Continuo firme e forte no japonês. Sinto que dei uma baita estagnada esse ano, enquanto no ano passado eu vi uma melhora significativa. Esse ano eu sinto que mais do que aprendendo, eu to consolidando o que eu to aprendendo. Faz sentido? No ano passado eu aprendi muitas palavras novas, como montar frases, a gramática, e esse ano parece que serviu mais para que eu fixasse as coisas novas que eu aprendi no meu cérebro, e agora eu sinto que tá mais "natural". Eu consigo ler e entender o que tá escrito nos exercícios, ao invés de ter "decorado" as frases, sabe como? As vezes eu ainda erro, mas se eu prestar atenção, é com muito menos frequência do que eu errava antes.

5. Engravidar. 
Esse eu juro que era a resolução que eu com certeza achava que iria falhar, e sinceramente, a partir de setembro, eu estava ok em falar. E exatamente quando eu pensei que estaria ok em falar, foi quando deu certo. Uma coisa louca é que eu sinceramente achei que seria mais difícil pro Paulinho aceitar do que eu aceitar, afinal, eu já queria engravidar, e ele tá acostumando com a ideia agora. Mas na verdade o que aconteceu foi meio que o contrário, ele tá lidando MUITO melhor que eu. Eu vou falar mais sobre isso na retrospectiva mesmo, então não vou me aprofundar muito aqui. Mas só vou deixar registrado aqui que essa resolução de fato me surpreendeu.

6. Praticar Hobbies. 
Eu sinto que consegui essa aqui também. Eu fiz cerâmica consistentemente, eu voltei e fiz algumas coisinhas de crochê (poderia ter feito mais? Poderia. Mas melhor que nada), e eu li bastaaante, escrevi bastante tanto no journal quanto na planner (pelo menos antes de setembro/outubro), e eu fiz várias coisas que eu queria fazer e que me fazem feliz. Talvez essas coisas também tenham ajudado na melhora da minha saúde mental. Veja só como tá tudo interligado! 

7. Não deixar de fazer coisas que eu quero pra economizar dinheiro 
De fato, o ano de 2025 não foi muito melhor financeiramente. Esse ano eu tive que pagar R$7000 de imposto de renda, por causa daquele dinheiro que eu tirei da OABPrev, e passei mais da metade do ano pagando R$1200 por mês, além do financiamento do carro, e as despesas gerais, que tá tudo cada vez mais caro. Mas ao mesmo tempo, eu consegui não deixar de fazer as coisas que eu senti que eu precisava fazer. Eu decidi economizar em coisas não essenciais. Por exemplo, deixei de comprar coisas que eu "queria" na shoppe e aliexpress, mas continuei fazendo as aulas de cerâmica, Pole e Muay Thai. Mas aqui, também acho que o Paulinho ajudou. Ele ajudou bastante a pagar mercados e restaurantes, que com certeza eu não conseguiria sem ele. 

8. Dar prioridade pros estudos/aulas de Pole ❌
Sinceramente, essa foi outra resolução que me surpreendeu. A Adhara foi embora pra Maringá e levou minha única aluna fiel. Lá pela metade do ano, junho e julho, eu me esforcei bastante pra conseguir mais alunas e dar mais aulas, inclusive cheguei a dar aulas sem ganhar nada por isso (cobrava só o valor da Karla), mas mesmo assim não consegui atrair muita gente. E sei que não foi por causa de mim ou da minha aula, em si. Mas de qualquer forma, chegou um ponto (depois desses dois meses dando aulas sem receber nada) em que eu não tinha mais certeza se estava valendo a pena. Eu não estava gostando de dar aulas. Eu estava sentindo que era muito trabalho pra pouca recompensa. Eu gostava de ver a evolução das alunas, e de sentir que eu tinha um pouquinho de mérito ali, mas ao mesmo tempo, eu não gostava de toda a parte de ter que tirar um dia praticamente inteiro que eu tinha "livre" pra trabalhar mais, e pra mim é um trabalho cansativo, porque eu amo o Pole, e amava a parte de demonstrar os movimentos e ensinar a fazer, mas a parte de ter que interagir, conhecer gente nova e tentar conversar/socializar me esgotava bastante. Mas de qualquer forma, eu não me arrependo de nada, porque eu sei que eu me esforcei e dei o máximo de mim pra fazer funcionar. Mas de fato, acho que não funcionou, e acho que eu não vou continuar.

9. Usar a Planner linda que eu acabei de comprar 
Eu sinto que eu usei consistentemente a planner esse ano, só agora no final do ano que eu deixei de lado, principalmente por causa da gravidez/primeiro trimestre. Eu só conseguia ficar morrendo no sofá, então nem ia mais pro escritório. Mas eu usei bastante durante o começo do ano, e me ajudou bastante. E eu acabei de perceber que eu não comprei uma planner pro ano que vem. 

10. Sobreviver 
Sobrevivi! O ano não foi tão ruim quanto eu esperava e eu só passei por um mês e meio que eu achei que eu não ia sobreviver (Outubro/Começo de Novembro), mas fora isso, foi a resolução mais fácil do ano! Sobrevivi e vivi!


Parando pra olhar as resoluções que eu fiz pra esse ano, eu percebi que esse ano eu ativamente passei o ano tentando realizar isso tudo. Algumas coisas eu percebi no meio do caminho que não faziam mais sentido, e parei de tentar, e tá tudo bem! Eu resolvi aceitar que as vezes as coisas que eram importantes pra mim em um ano, podem não ser mais importantes no outro ano. Mas no geral, eu cumpri várias coisas da lista, e estou bem feliz com o saldo do ano. 

Sobre a carta da Pri de 2024:

É engraçado ver como as coisas podem mudar de um ano para o outro. Ano passado eu disse que o ano foi provavelmente o pior ano da minha vida. Já esse ano, não vou dizer que foi o melhor ano da minha vida, mas com certeza foi um dos bons. O carro chegou dia 06/01 e ele é tão bom quanto eu achei que seria. A Bunny teve mais problemas, mas nada que a gente não esteja conseguindo controlar, e honestamente, ela não dá sinais de estar com problemas. E dar as aulas de Pole não fazem mais sentido pra mim nesse momento, e tá tudo bem! E sim, tiveram coisas difíceis no caminho, mas finalmente tivemos nossos dias de glória no meio dos dias de luta! Amém.

Meu relacionamento com o Paulinho ainda está maravilhoso e eu me senti extremamente amada de novo (seria o terceiro ano seguido, talvez?). Ele me mostra todos os dias que me ama e que eu sou importante pra ele, assim como eu tento mostrar que amo ele e que ele é extremamente importante pra mim. 

Meu financeiro foi na média, eu diria. Eu tive gastos bem caros, como o problema do imposto de renda, e o financiamento do carro, mas eu também não tive tantas emergências financeiras, então eu diria que não foi um ano que eu consegui economizar, mas não foi um ano que eu saí no prejuízo. 

A família continuou no mesmo nível do ano passado. Afastada mas próxima. Estou conseguindo impor meus limites, e estou conseguindo saber mais ou menos até onde eu posso ir sem me esgotar, e esse ano parece ter funcionado super bem. 

No profissional, eu sinto que esse ano foi o ano que eu simplesmente parei de me importar. Eu costumava me preocupar em não ter o que fazer no trabalho, e me matar de trabalhar pra entregar os projetos no prazo. Agora eu parei de me importar tanto, e faço o que dá no tempo que dá. Eu estou bem mais tranquila em sair no meio do tarde, por exemplo, pra ir fazer minha aula de Pole, e se não der tempo de alguma coisa, oh well, não deu tempo, é uma pena. E acho que estar assim, me deixou muito mais tranquila em continuar na Webcore. Porque eu não to ganhando tanto quanto eu gostaria, mas eu to ganhando exatamente o tanto que eu to me esforçando. Ao invés de querer ganhar mais porque eu to me esforçando mais, eu abaixei o meu esforço pra ser exatamente o nível do que eu estou ganhando. 

Das coisas que eu queria que fossem importantes em 2025, acho que só o Pole que acabou ficando em segundo plano a partir do segundo semestre/quarto trimestre. 
Ainda sobre o Pole, eu sei que eu comecei o ano super animada com isso, inclusive fiz um Aplicativo/WebApp exatamente pra me ajudar com as aulas e planejamento de aulas, e tava quaaaaase pronto quando eu engravidei e acabei deixando de lado as aulas e o próprio aplicativo (RIP PoleScribe). Mas foi uma boa run. Eu sei que eu dei tudo de mim enquanto durou, e eu sei que eu parei/"desisti" por um bom motivo, um motivo super válido (gravidez).

Quanto a saúde mental, eu acho que o ano ajudou, e eu consegui dar uma boa melhorada, eu segui constante com as meditações (novamente, até a gravidez, pelo menos), eu to conseguindo levar a vida bem mais leve, eu to escrevendo relativamente bastante (obrigada Notion). Eu to sabendo escutar meu corpo, quando eu preciso de um descanso eu me deixo descansar. Quando eu preciso escrever pra tirar alguma coisa de dentro, eu escrevo. Quando eu preciso chorar, eu choro. Eu to me deixando sentir todas as coisas que eu preciso sentir, e acho que talvez por causa disso, to conseguindo gerenciar bem meus sentimentos e o meu corpo. E eu gostei tanto dessa parte que eu escrevi, que eu vou citar ela aqui de novo:

Se tiver com o copo muito cheio, não deixa transbordar! Se estiver difícil, pede ajuda. Não seja tão perfeccionista, ria das próprias falhas, e lembre-se que o aprendizado só acontece quando a gente erra, e tenta de novo. Como diz o Nicolas, professor de Muay Thai, "Não tem segredo. A constância trás a evolução."

E por último, tenho que escrever (de novo) sobre o acontecimento mais importante de 2025, que foi a gravidez. Que completamente me desestabilizou em todos os outros planos. Eu já contei no post da gravidez sobre como eu passei o ano todo tentando engravidar e não conseguindo, e em Setembro, quando a minha menstruação desceu, eu pensei: "Chega, cansei de tentar. Se for pra acontecer vai acontecer, se não for, não vai acontecer e tá tudo bem." E do fundo do meu coração, eu tinha desistido. Eu queria focar na viagem pro Japão, queria focar no Pole, e achei que não fazia mais sentido na minha vida nesse momento. E acabou que aquela foi a minha última menstruação, porque no mês seguinte eu descobri que estava grávida. Me desestabilizou, principalmente, porque eu tinha mesmo, de coração, aceitado que não ia acontecer, e que tava tudo bem se não acontecesse. Eu passei 8 meses do ano rezando pra que acontecesse, e quando eu finalmente resolvi que não queria mais, porque tinham outros planos em andamento (vulgo viagem pro Japão), aconteceu. Eu já escrevi no mesmo post da gravidez, sobre como a primeira coisa que eu pensei foi a viagem pro Japão. Sobre como eu não fiquei feliz. Eu fiquei preocupada em como eu ia contar pro Paulinho. Eu fiquei triste, por causa da viagem pro Japão. Eu fiquei indignada que aconteceu quando eu finalmente consegui aceitar que tudo bem se não acontecesse. 

No mês de setembro, eu ainda estava vivendo a minha vida normal, teoricamente foi o primeiro mês de gravidez, mas eu não sentia nada, e não sabia de nada, então ainda foi um mês tranquilo. A única coisa em setembro que foi importante notar foi no Visceral, que eu fiz as 3 aulas de dança, e eu lembro que me bateu uma bad muito bad, tipo uma TPM on steroids, que eu queria chorar em todas as aulas, por não me achar boa o suficiente, por estar me sentindo perdida ali, por estar desconfortável em estar em um ambiente onde me prometeram que ia ser um ambiente inclusivo e iniciante-friendly, mas na real, era só uma aula normal de nível básico/intermediário, e eu saí de lá arrasada de não conseguir acompanhar. Mas sinceramente eu achei que era TPM, mesmo, porque estava bem na época. Em outubro foi quando eu descobri (02/10), e contei pro Paulinho dia 04. Eu comecei a sentir os primeiros sintomas de enjôo uma semana depois, lá por 11/10.  Desde o dia que eu descobri, até a semana antes do natal, eu escrevi praticamente todos os dias no Notion, com os sintomas do dia, e também os acontecimentos do dia. No começo era mais sobre a gravidez em si, mas depois virou diário mesmo, porque depois que passou o enjôo (em novembro), eu não tinha muita novidade sobre a gravidez.

Mas quando começou o enjôo, eu simplesmente desliguei do mundo. Eu não conseguia ir pro escritório, e abandonei totalmente a planner, a meditação, o aplicativo. Eu trabalhava quando tinha que o que fazer no trabalho e o resto do tempo eu só tentava sobreviver. Eu acho que eu passava a maior parte do tempo vendo vídeos de vlogs de 1º trimestre, pra tentar colocar na minha cabeça que podia ser bem pior (e podia ser bem pior). A maior parte dos vlogs, além do enjôo, era comum vômitos, instabilidade emocional, se sentir inútil e se sentir culpada de se sentir inútil. Pra mim foi "só" o enjôo o dia inteiro. E pra evitar, eu tinha que passar o dia todo comendo. Eu só me senti, não inútil, mas acho que eu me senti cansada de me sentir mal, lá pela semana 10/11, que eu já tava a mais de 1 mês me sentindo mal. Foi Outubro e Novembro só sobrevivendo. E dezembro simplesmente voou e talvez porque eu não tava mais passando mal, ou porque dezembro é quando tudo acontece, meu aniversário, natal e ano novo, eu nem vi passar.  

Enfim, já falei demais aqui, e já tá na hora de pensar nas resoluções do próximo ano, e na carta pra pri de 2026

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