Winter Break - Parte 2
Última semana de férias, agora. Entrei na reta final. Ultima semana para a famosa road trip que vem se alongando cada vez mais. A segunda feira começou as seis e meia da manhã, com o despertador tocando para começar os preparativos para a viagem. Eu ainda tinha que tomar banho e arrumar a mochila. Os meninos saíram as sete e meia para pegar o carro. Assim que eles saíram, fui tomar banho. Saí do banho, e começei a arrumar a mochila. Sempre com a sensação de estar esquecendo alguma coisa. Terminei lá por oito e meia, oito e quarenta. Eles ainda não tinham voltado ou dado notícias. Já que não tinha mais nada pra fazer, fui lavar a louça. Estava quase acabando quando recebi uma ligação:
"Tenta transferir dinheiro pra minha conta? Porque eles só aceitam cartão de débito, e eu não tenho mais dinheiro no débito."
E lá vou eu correr atrás de routing e account number pra transferir dinheiro. Não consegui pela internet. Baixei o aplicativo, e tentei pelo celular. Sucesso parcical. Depois de conferir, descobri que o dinheiro só iria cair no dia seguinte. Precisamos dessa transferencia pra agora, US Bank. Em último caso, eu poderia ir até o banco e fazer outra transferência, que aí eu sabia que seria na hora.
Liguei de volta para saber notícias, e descobri que o João Pedro tinha ido no banco, já, e ele iria transferir. Pedi para que me mandassem noticias se não conseguissem, ou se conseguissem.
Aí que eu percebi que estava com fome. Fui para a cozinha comer, e olhei pra pia. As louças ainda cheias de sabão porque eu parei na metade para atender o telefone e tentar transferir dinheiro e tudo mais. Terminei de lavar, secar e guardar, e voltei para o computador, esperando por mais notícias.
As dez e pouquinho da manhã, vieram mais noticias. A transferência do João deu certo, e eles conseguiram finalmente pegar o carro e estavam indo pra casa, onde terminariam de se arrumar, para finalmente saírmos.
Saindo de San Francisco as 11 da manhã, claro que iríamos chegar tarde lá. A primeira parte da viagem eu fui de carona. Tirando foto das plantações de uva das vinícolas ao norte de San Francisco. Passamos para almoçar em um subway por volta das 3 da tarde, e depois do almoço foi minha vez de dirigir. A estrada era maravilhosa, mas não era muito boa de dirigir, não. A pista era estreita, mão dupla, e em ambos os lados, cercado de árvores. Tenho que admitir que estava com vontade, mas não conseguia passar de 45 mph. Trocamos novamente de motorista quando paramos para tirar foto na Avenue of the giants, e depois novamente quando paramos para jantar as 8 da noite. Depois de 13 horas de viagem, chegamos ao nosso destino. Corvallis, onde teriamos uma cama para passar a noite. Chegamos lá uma e pouquinho da manhã. A casa era linda, grande, com um terreno ótimo, horta, piscina que na verdade era meio que um lago, com um riozinho e uma ponte, plantação de maçã. E óbvio que estava escuro e silencioso o bastante para eu ficar morrendo de medo porque parecia muito um cenário de um filme de terror. Entramos e fomos direto dormir. Na manhã seguinte, deveriamos acordar as sete para dar tempo de todo mundo tomar banho e sair, mas eu sinceramente não consegui acordar quando o celular despertou as sete, então só coloquei para uma hora depois e voltei a dormir. Acordamos as oito da manhã, e começamos com o plano. Fui a segunda tomar banho, e vou contar que o banho não foi dos melhores. Eu liguei o chuveiro, mesmo sem saber direito como fazia, e a água começou a sair. Quente. Não. Fervendo. Doia encostar na água. Eu passei sabonete meio por cima, e então o shampoo. Decidi que seria melhor tirar o shampoo na pia com água fria, mesmo. Saí do banho, tirei meu shampoo e desci. Os donos da casa estavam preparando café da manhã para nós, panquecas, presunto e ovo mexido. Estava uma delícia. Depois de todo mundo tomar banho e comer, saímos rumo a Newport, uma pequena cidade na costa do Oregon. A viagem foi rápida, e em uma hora estavamos lá. A cidade é super bonitinha, tinha praia, onde tinham umas pedras bem legais de escalar. Tinha uma livraria super fofa, que era uma casa normal, onde pessoass moravam, só que abarrotada de livros, e separados por seção, por exemplo, na cozinha, ficavam os livros de culinária.
Tinha um Farol, com uma vista linda do mar. E tinha também o Headquarters da Rogue Brewery, que foi onde nós fomos almoçar tarde/jantar cedo.
Depois de comer, fomos para Seattle, onde iríamos passar o ano novo. A viagem foi um pouco longa também, e chegamos as onze da noite. Cheguei com uma dor de cabeça chatinha me incomodando, mas tomei um remédio e tomei um banho no hotel que a gente passou a primeira noite. O chuveiro do hotel era terrível, e o banheiro parecia sujo. Mas era o que a gente tinha.
Na manhã seguinte, acordei por volta das dez e meia. O check out era as onze. Me troquei e arrumei minhas coisas(UPDATE: Quando voltei para Ashland e depois de pensar um pouco, lembrei que ao arrumar minhas coisas, esqueci de uma coisa importante. O carregador do meu celular. Ele ficou conectado na tomada do hotel em Seattle). Saímos as onze pra ir comer e encontrar meu amigo. Fomos almoçar juntos, em um restaurante ao lado do Lake Washington. De lá fomos no pike place market, que é praticamente uma feirinha, com barracas de artesanato, Foi divertido, e tinha uma parede, chamada Bubblegum wall, que é uma parede coberta de chicletes mascados. Foi legal. Depois de lá, fomos na roda gigante, foi minha primeira vez em uma roda gigante, e posso dizer que quero ir mais no futuro, porque foi muito legal. Ver a cidade de um ponto alto, e bonito. Amei.
Depois da roda gigante, onde vimos o por do sol (sem querer fomos na hora certa), fomos para a Space Needle. Aquela torre gigante e bonita que tinha uma vista mais incrível ainda da cidade. O ingresso era caro, 22 dólares por pessoa, Mas pudemos tirar foto, e ver uma vista realmente maravilhosa. Lá no topo, estava ventando e fazia bastante frio, era dificil até deixar as mãos fora do bolso para tirar foto. Mas super valeu a pena.
De lá, os planos era um jantar na casa do amigo do meu amigo, que, (Spoiler Alert!) foi onde passamos as próximas duas noites. Passamos no Safeway para comprar algumas coisinhas que estavam faltando e de lá fomos para a casa dele. Comemos(ou melhor, eles comeram, porque pra mim, claro, estava muito apimentado), bebemos e conversamos. No dia seguinte, acordei com uma baita dor de cabeça e ressaca. Fazia tempo que eu não tinha ressaca, até achei estranho, mas enfim. Era o último dia do ano. Saímos por volta das duas da tarde, e fomos em alguns lugares. Primeiro em um parque em um ponto alto da cidade, que tinha uma vista legal, depois fomos ver o tal do Freemont Troll (que vou te falar, não é lá essas coisas, e o lugar tava super fedido), e então fomos passear no centro da cidade. Andamos e andamos, sem destino fixo. Quando víamos algo legal, andávamos até lá para ver o que era. As seis e meia, sete horas, começamos a ficar com fome, então fomos procurar algo para comer. Era véspera de ano novo, e não tinha quase nada aberto. Quando estavamos prontos para ir embora, encontramos um restaurante que estava aberto. Comemos lá, passamos no safeway para comprar mais bebidas e coisas para o ano novo, e voltamos para a casa do nosso host. Eles estavam bebendo uma bebida deliciosa, vodka com cranberry cocktail. Era super docinho e difícil de sentir o gosto da vodka, e foi assim que eu fiquei bêbada fácil. Por volta das onze e quinze, onze e meia, meu namorado começou a ter crise de dor nas pedras do rim dele, e não passou até quase uma da manhã, ou seja, minha virada foi eu tentando ajudar ele a não sentir dor, e preocupada com ele. Depois que ele dormiu, quando a dor passou, eu voltei a beber o suco especial de cranberry, e as quatro da manhã lá estava eu, cantando e dançando pela sala. Fui dormir bem tarde naquele dia, por volta das seis da manhã. E como iríamos embora "cedo", o despertador tocou as dez da manhã, e desde lá, nnão consegui dormir direito de novo. Até todo mundo acordar, tomar banho, se arrumar e estar pronto para ir, já eram três horas da tarde. Chegaríamos em Portland a noite. E para melhorar, no caminho passamos por perto da capital do estado de washington, e resolvemos parar para ver e tirar fotos. Eu não fazia ideia qual era o caminho certo, então fui entrando nas ruas que eu achava que era, mas aparentemente não era, porque depois de virar um uma rua, um carro de policia começou a andar atras da gente, e eu encostei. Eu estava super nervosa. O policial saiu do carro, e pediu os documentos. Eu estava sem a minha carteira de motorista internacional. eu só tinha a do brasil, e foi isso que eu dei pra ele, junto com os documentos do carro. Ele voltou para o carro dele e eu fiquei lá, super nervosa, achando que eu ia voltar pro brasil por dirigir ilegalmente com quatro pessoas chapadas no carro. Ele voltou, falou que estava tudo certo com os documentos, mas que era pra eu cuidar, porque a rua onde eu virei era contra mão, e eu não podia fazer isso. Ele também fez questão de ressaltar que a nossa sorte era que weed agora era legal lá, porque o carro tava com bastante cheiro, e que ele esperava que pelo menos a motorista não estivesse high. E a motorista não estava, posso te garantir, senhor policial. Tiramos nossas fotos lá, e então continuamos nosso caminho a Portland.
Chegamos em Portland a noite. As sete e meia da noite. Estava mais frio em Portland do que em Seattle. Estava muito frio em Portland. Eu dirigi uma parte do caminho, mas por eu ter dormido 4 horas, eu tive que tomar uma lata de energético para ficar acordada. Não sei se foi o energético, ou a falta de sono, mas quando chegamos em Portland e fomos jantar, eu estava passando mal e com vontade de vomitar. Fomos em um Brewery Pub, e eu pedi fried chicken com um molho apimentado. Estava bom (sem o molho), mas eu ainda não estava 100%, então não comi muito.
Depois de jantar, fomos para o hotel. Era bem melhor que o hotel que ficamos em Seattle. O banheiro não era tão minúsculo e o estava em condições normais, e não caindo aos pedaços. Os planos do dia era ir para um StripClub a noite, ou seja, mais tarde. Troquei de roupa, coloquei uma roupinha mais arrumadinha(não super arrumada, porque eu não tinha roupa arrumada). E aí fomos.
Me surpreendi mais do que eu consigo descrever aqui. Eu estava esperando que fosse ser legal, mas foi muito legal. Assim que chegamos lá, a moça da entrada estava sem blusa e com os peitos de fora. Pagamos, entramos, e lá estavam elas, num palco comprido bem no meio da sala, com dois postes de pole dance. Cada poste tinha uma dançarina. A que estava no segundo, tinha uma tatuagem bem parecida com a que eu quero fazer. Claro que ela nunca mais voltou. Mas apareceram outras meninas também bonitas. Eu preferi ver a maioria delas de longe, mesmo. Mas tiveram duas ou três ocasiões em que me fizeram me aproximar e dar dinheiro pra elas. Uma delas era uma com cabelo curtinho, estilo Chloe de Life is Strange, só que com o cabelo vermelho escuro/castanho. Quando estávamos sentados lá vendo ela, ela pegou o óculos do meu namorado e colocou o aro na boca, sugestivamente, chupou e então começou a usar, não muito tempo depois, devolveu, e pediu desculpas, mas estava ficando enjoada com ele, porque era muito forte. Depois dessa, outra que totalmente me fez querer chegar mais perto foi uma moça com o cabelo todo colorido, que parecia a Harley Quinn versão suicide squad. Ela era linda também, mas não interagiu com a gente no palco, só depois, quando estavamos sentados na mesa, ela veio conversar com a gente, e saber se era a primeira vez que iamos ali e conversamos um pouco, por cima da musica alta. A terceira e última, foi quase no final, ela era loira, e estava usando uma mini saia estilo colegial. Ela não era a melhor das três, mas ainda era bem bonitinha. E depois de um tempo vendo ela dançar lá, ela decidiu que seria legal descer do palco, sentar no meu colo e tentar me seduzir. Não vou entrar em muitos detalhes, só vou falar que ela realmente conseguiu me seduzir. Com toques em partes especiais e respiração no ouvido. É, ela conseguiu. Quando ela saiu e voltou para o palco, eu estava pronta para ir pra o hotel(ou um banheiro, pelo menos). Mas enfim, ficamos mais um pouco lá, e depois voltamos para o hotel. Eu me arrumei, arrumei minhas coisas e fui dormir.
Na manhã seguinte, demos check out do hotel as 11 da manhã e fomos passear por Portland. Estacionamos o carro e fomos em uma loja de Donut, onde eu comi um dos melhores donuts que eu experimentei na vida. Já que estávamos perto, aproveitamos também para ir na famosa Powell's City of Books. Uma livraria de três andares, que ocupa uma quadra inteira. Eu queria poder passar o dia inteiro ali, mas claro que não tinhamos tempo. Comprei dois livros, e então estávamos indo embora de Portland. Na saída de Portland, passamos por umas cachoeiras do Columbia River. Uma mais linda que a outra.
A única coisa que deixou menos aproveitável, era o frio. Estava muito frio, e na última cachoeira eu lembrei de levar um cobertor. Depois dessas paisagens maravilhosas, fomos direto para Ashland.
Eu dirigi a maior parte do tempo, e quando cheguei aqui, já estava levemente cansada. Mas foi bom, porque foi uma sensação de voltar pra casa, sendo que até o momento, eu não tinha sentido como se Ashland fosse a minha casa. Então foi bom. Eu estava animada em mostrar a cidade e como a cidade é linda para meus colegas de viagem. Mas eu acho que o único que achou tão linda quanto eu achei quando cheguei aqui, foi meu namorado. Mas de qualquer forma, chegamos a noite, e ninguém tinha chegado ainda. Enquanto conversávamos para resolver onde cada um iria dormir, um dos meninos capotou no sofá, mesmo. O outro casal resolveu pegar um quarto em um hotel, e eu fiquei com o meu namorado no meu quarto.
Na manhã seguinte, uma das meninas chegou, de manhã. Mas saimos para passear, fomos na "Dollar Tree", compramos umas coisinhas, voltamos para casa. Aí saímos de novo e fomos almoçar em uma Brewery, de novo. Mas essa eu sempre quis ir, porque é aqui, mas não queria ir sozinha, então foi legal. A comida tava deliciosa, como toda comida que eu como aqui. Depois de ir lá, fomos no Lithia Park. Ficamos lá um pouco, e decidimos ir procurar alguma trilha legal. Acabamos decidindo pelo Emigrant Lake. Mas foi um desastre, porque estava seco e feio, e não como nas fotos do google. Então voltamos para o Lithia Park para patinar no gelo. Foi a primeira vez que o meu namorado patinou, e eu não sei se eu tava mais feliz por ele estar se esforçando para fazer isso por mim ou por eu poder estar fazendo isso com ele. Depois de lá, voltamos para o meu quarto, para então ir jogar boliche. Chegando lá, todas as minhas roommates já estavam lá. Quando eu falei que iríamos jogar boliche, a Carly, minha roommate disse que tambem queria, então convidei ela pra ir junto. Fomos primeiro jantar em um restaurante de sushi. Pela primeira vez, não achei lá essas coisas a comida, mas não estava ruim, só não estava bom. Depois de comer, fomos até Medford para jogar boliche. Chegamos lá e descobrimos que estava fechado, mesmo que no google falasse que ficava aberto até meia noite. Passamos no Safeway, e voltamos para Ashland. Dia encerrado. No dia seguinte, teoricamente, faríamos um monte de coisas, porém meu namorado acordou de novo com dor por causa das pedras no rim e passou a manhã inteira e boa parte da tarde com dor. Então não fizemos nada, e quando eu fui para a aula, as três e meia da tarde, eles foram embora.
Mas não acaba por aí. Quando eu voltei da aula, as cinco da tarde, percebi que eles tinham esquecido os sacos de dormir, um casaco, uma camiseta e um cinto aqui. Mandei mensagem e eles voltaram para pegar, e aproveitaram para fazer um último xixi antes de ir para San Francisco.
E agora finalmente posso falar que esse foi o fim do meu Winter Break.
"Tenta transferir dinheiro pra minha conta? Porque eles só aceitam cartão de débito, e eu não tenho mais dinheiro no débito."
E lá vou eu correr atrás de routing e account number pra transferir dinheiro. Não consegui pela internet. Baixei o aplicativo, e tentei pelo celular. Sucesso parcical. Depois de conferir, descobri que o dinheiro só iria cair no dia seguinte. Precisamos dessa transferencia pra agora, US Bank. Em último caso, eu poderia ir até o banco e fazer outra transferência, que aí eu sabia que seria na hora.
Liguei de volta para saber notícias, e descobri que o João Pedro tinha ido no banco, já, e ele iria transferir. Pedi para que me mandassem noticias se não conseguissem, ou se conseguissem.
Aí que eu percebi que estava com fome. Fui para a cozinha comer, e olhei pra pia. As louças ainda cheias de sabão porque eu parei na metade para atender o telefone e tentar transferir dinheiro e tudo mais. Terminei de lavar, secar e guardar, e voltei para o computador, esperando por mais notícias.
As dez e pouquinho da manhã, vieram mais noticias. A transferência do João deu certo, e eles conseguiram finalmente pegar o carro e estavam indo pra casa, onde terminariam de se arrumar, para finalmente saírmos.
Saindo de San Francisco as 11 da manhã, claro que iríamos chegar tarde lá. A primeira parte da viagem eu fui de carona. Tirando foto das plantações de uva das vinícolas ao norte de San Francisco. Passamos para almoçar em um subway por volta das 3 da tarde, e depois do almoço foi minha vez de dirigir. A estrada era maravilhosa, mas não era muito boa de dirigir, não. A pista era estreita, mão dupla, e em ambos os lados, cercado de árvores. Tenho que admitir que estava com vontade, mas não conseguia passar de 45 mph. Trocamos novamente de motorista quando paramos para tirar foto na Avenue of the giants, e depois novamente quando paramos para jantar as 8 da noite. Depois de 13 horas de viagem, chegamos ao nosso destino. Corvallis, onde teriamos uma cama para passar a noite. Chegamos lá uma e pouquinho da manhã. A casa era linda, grande, com um terreno ótimo, horta, piscina que na verdade era meio que um lago, com um riozinho e uma ponte, plantação de maçã. E óbvio que estava escuro e silencioso o bastante para eu ficar morrendo de medo porque parecia muito um cenário de um filme de terror. Entramos e fomos direto dormir. Na manhã seguinte, deveriamos acordar as sete para dar tempo de todo mundo tomar banho e sair, mas eu sinceramente não consegui acordar quando o celular despertou as sete, então só coloquei para uma hora depois e voltei a dormir. Acordamos as oito da manhã, e começamos com o plano. Fui a segunda tomar banho, e vou contar que o banho não foi dos melhores. Eu liguei o chuveiro, mesmo sem saber direito como fazia, e a água começou a sair. Quente. Não. Fervendo. Doia encostar na água. Eu passei sabonete meio por cima, e então o shampoo. Decidi que seria melhor tirar o shampoo na pia com água fria, mesmo. Saí do banho, tirei meu shampoo e desci. Os donos da casa estavam preparando café da manhã para nós, panquecas, presunto e ovo mexido. Estava uma delícia. Depois de todo mundo tomar banho e comer, saímos rumo a Newport, uma pequena cidade na costa do Oregon. A viagem foi rápida, e em uma hora estavamos lá. A cidade é super bonitinha, tinha praia, onde tinham umas pedras bem legais de escalar. Tinha uma livraria super fofa, que era uma casa normal, onde pessoass moravam, só que abarrotada de livros, e separados por seção, por exemplo, na cozinha, ficavam os livros de culinária.
Tinha um Farol, com uma vista linda do mar. E tinha também o Headquarters da Rogue Brewery, que foi onde nós fomos almoçar tarde/jantar cedo.
Depois de comer, fomos para Seattle, onde iríamos passar o ano novo. A viagem foi um pouco longa também, e chegamos as onze da noite. Cheguei com uma dor de cabeça chatinha me incomodando, mas tomei um remédio e tomei um banho no hotel que a gente passou a primeira noite. O chuveiro do hotel era terrível, e o banheiro parecia sujo. Mas era o que a gente tinha.
Na manhã seguinte, acordei por volta das dez e meia. O check out era as onze. Me troquei e arrumei minhas coisas(UPDATE: Quando voltei para Ashland e depois de pensar um pouco, lembrei que ao arrumar minhas coisas, esqueci de uma coisa importante. O carregador do meu celular. Ele ficou conectado na tomada do hotel em Seattle). Saímos as onze pra ir comer e encontrar meu amigo. Fomos almoçar juntos, em um restaurante ao lado do Lake Washington. De lá fomos no pike place market, que é praticamente uma feirinha, com barracas de artesanato, Foi divertido, e tinha uma parede, chamada Bubblegum wall, que é uma parede coberta de chicletes mascados. Foi legal. Depois de lá, fomos na roda gigante, foi minha primeira vez em uma roda gigante, e posso dizer que quero ir mais no futuro, porque foi muito legal. Ver a cidade de um ponto alto, e bonito. Amei.
Depois da roda gigante, onde vimos o por do sol (sem querer fomos na hora certa), fomos para a Space Needle. Aquela torre gigante e bonita que tinha uma vista mais incrível ainda da cidade. O ingresso era caro, 22 dólares por pessoa, Mas pudemos tirar foto, e ver uma vista realmente maravilhosa. Lá no topo, estava ventando e fazia bastante frio, era dificil até deixar as mãos fora do bolso para tirar foto. Mas super valeu a pena.
De lá, os planos era um jantar na casa do amigo do meu amigo, que, (Spoiler Alert!) foi onde passamos as próximas duas noites. Passamos no Safeway para comprar algumas coisinhas que estavam faltando e de lá fomos para a casa dele. Comemos(ou melhor, eles comeram, porque pra mim, claro, estava muito apimentado), bebemos e conversamos. No dia seguinte, acordei com uma baita dor de cabeça e ressaca. Fazia tempo que eu não tinha ressaca, até achei estranho, mas enfim. Era o último dia do ano. Saímos por volta das duas da tarde, e fomos em alguns lugares. Primeiro em um parque em um ponto alto da cidade, que tinha uma vista legal, depois fomos ver o tal do Freemont Troll (que vou te falar, não é lá essas coisas, e o lugar tava super fedido), e então fomos passear no centro da cidade. Andamos e andamos, sem destino fixo. Quando víamos algo legal, andávamos até lá para ver o que era. As seis e meia, sete horas, começamos a ficar com fome, então fomos procurar algo para comer. Era véspera de ano novo, e não tinha quase nada aberto. Quando estavamos prontos para ir embora, encontramos um restaurante que estava aberto. Comemos lá, passamos no safeway para comprar mais bebidas e coisas para o ano novo, e voltamos para a casa do nosso host. Eles estavam bebendo uma bebida deliciosa, vodka com cranberry cocktail. Era super docinho e difícil de sentir o gosto da vodka, e foi assim que eu fiquei bêbada fácil. Por volta das onze e quinze, onze e meia, meu namorado começou a ter crise de dor nas pedras do rim dele, e não passou até quase uma da manhã, ou seja, minha virada foi eu tentando ajudar ele a não sentir dor, e preocupada com ele. Depois que ele dormiu, quando a dor passou, eu voltei a beber o suco especial de cranberry, e as quatro da manhã lá estava eu, cantando e dançando pela sala. Fui dormir bem tarde naquele dia, por volta das seis da manhã. E como iríamos embora "cedo", o despertador tocou as dez da manhã, e desde lá, nnão consegui dormir direito de novo. Até todo mundo acordar, tomar banho, se arrumar e estar pronto para ir, já eram três horas da tarde. Chegaríamos em Portland a noite. E para melhorar, no caminho passamos por perto da capital do estado de washington, e resolvemos parar para ver e tirar fotos. Eu não fazia ideia qual era o caminho certo, então fui entrando nas ruas que eu achava que era, mas aparentemente não era, porque depois de virar um uma rua, um carro de policia começou a andar atras da gente, e eu encostei. Eu estava super nervosa. O policial saiu do carro, e pediu os documentos. Eu estava sem a minha carteira de motorista internacional. eu só tinha a do brasil, e foi isso que eu dei pra ele, junto com os documentos do carro. Ele voltou para o carro dele e eu fiquei lá, super nervosa, achando que eu ia voltar pro brasil por dirigir ilegalmente com quatro pessoas chapadas no carro. Ele voltou, falou que estava tudo certo com os documentos, mas que era pra eu cuidar, porque a rua onde eu virei era contra mão, e eu não podia fazer isso. Ele também fez questão de ressaltar que a nossa sorte era que weed agora era legal lá, porque o carro tava com bastante cheiro, e que ele esperava que pelo menos a motorista não estivesse high. E a motorista não estava, posso te garantir, senhor policial. Tiramos nossas fotos lá, e então continuamos nosso caminho a Portland.
Chegamos em Portland a noite. As sete e meia da noite. Estava mais frio em Portland do que em Seattle. Estava muito frio em Portland. Eu dirigi uma parte do caminho, mas por eu ter dormido 4 horas, eu tive que tomar uma lata de energético para ficar acordada. Não sei se foi o energético, ou a falta de sono, mas quando chegamos em Portland e fomos jantar, eu estava passando mal e com vontade de vomitar. Fomos em um Brewery Pub, e eu pedi fried chicken com um molho apimentado. Estava bom (sem o molho), mas eu ainda não estava 100%, então não comi muito.
Depois de jantar, fomos para o hotel. Era bem melhor que o hotel que ficamos em Seattle. O banheiro não era tão minúsculo e o estava em condições normais, e não caindo aos pedaços. Os planos do dia era ir para um StripClub a noite, ou seja, mais tarde. Troquei de roupa, coloquei uma roupinha mais arrumadinha(não super arrumada, porque eu não tinha roupa arrumada). E aí fomos.
Me surpreendi mais do que eu consigo descrever aqui. Eu estava esperando que fosse ser legal, mas foi muito legal. Assim que chegamos lá, a moça da entrada estava sem blusa e com os peitos de fora. Pagamos, entramos, e lá estavam elas, num palco comprido bem no meio da sala, com dois postes de pole dance. Cada poste tinha uma dançarina. A que estava no segundo, tinha uma tatuagem bem parecida com a que eu quero fazer. Claro que ela nunca mais voltou. Mas apareceram outras meninas também bonitas. Eu preferi ver a maioria delas de longe, mesmo. Mas tiveram duas ou três ocasiões em que me fizeram me aproximar e dar dinheiro pra elas. Uma delas era uma com cabelo curtinho, estilo Chloe de Life is Strange, só que com o cabelo vermelho escuro/castanho. Quando estávamos sentados lá vendo ela, ela pegou o óculos do meu namorado e colocou o aro na boca, sugestivamente, chupou e então começou a usar, não muito tempo depois, devolveu, e pediu desculpas, mas estava ficando enjoada com ele, porque era muito forte. Depois dessa, outra que totalmente me fez querer chegar mais perto foi uma moça com o cabelo todo colorido, que parecia a Harley Quinn versão suicide squad. Ela era linda também, mas não interagiu com a gente no palco, só depois, quando estavamos sentados na mesa, ela veio conversar com a gente, e saber se era a primeira vez que iamos ali e conversamos um pouco, por cima da musica alta. A terceira e última, foi quase no final, ela era loira, e estava usando uma mini saia estilo colegial. Ela não era a melhor das três, mas ainda era bem bonitinha. E depois de um tempo vendo ela dançar lá, ela decidiu que seria legal descer do palco, sentar no meu colo e tentar me seduzir. Não vou entrar em muitos detalhes, só vou falar que ela realmente conseguiu me seduzir. Com toques em partes especiais e respiração no ouvido. É, ela conseguiu. Quando ela saiu e voltou para o palco, eu estava pronta para ir pra o hotel(ou um banheiro, pelo menos). Mas enfim, ficamos mais um pouco lá, e depois voltamos para o hotel. Eu me arrumei, arrumei minhas coisas e fui dormir.
Na manhã seguinte, demos check out do hotel as 11 da manhã e fomos passear por Portland. Estacionamos o carro e fomos em uma loja de Donut, onde eu comi um dos melhores donuts que eu experimentei na vida. Já que estávamos perto, aproveitamos também para ir na famosa Powell's City of Books. Uma livraria de três andares, que ocupa uma quadra inteira. Eu queria poder passar o dia inteiro ali, mas claro que não tinhamos tempo. Comprei dois livros, e então estávamos indo embora de Portland. Na saída de Portland, passamos por umas cachoeiras do Columbia River. Uma mais linda que a outra.
A única coisa que deixou menos aproveitável, era o frio. Estava muito frio, e na última cachoeira eu lembrei de levar um cobertor. Depois dessas paisagens maravilhosas, fomos direto para Ashland.
Eu dirigi a maior parte do tempo, e quando cheguei aqui, já estava levemente cansada. Mas foi bom, porque foi uma sensação de voltar pra casa, sendo que até o momento, eu não tinha sentido como se Ashland fosse a minha casa. Então foi bom. Eu estava animada em mostrar a cidade e como a cidade é linda para meus colegas de viagem. Mas eu acho que o único que achou tão linda quanto eu achei quando cheguei aqui, foi meu namorado. Mas de qualquer forma, chegamos a noite, e ninguém tinha chegado ainda. Enquanto conversávamos para resolver onde cada um iria dormir, um dos meninos capotou no sofá, mesmo. O outro casal resolveu pegar um quarto em um hotel, e eu fiquei com o meu namorado no meu quarto.
Na manhã seguinte, uma das meninas chegou, de manhã. Mas saimos para passear, fomos na "Dollar Tree", compramos umas coisinhas, voltamos para casa. Aí saímos de novo e fomos almoçar em uma Brewery, de novo. Mas essa eu sempre quis ir, porque é aqui, mas não queria ir sozinha, então foi legal. A comida tava deliciosa, como toda comida que eu como aqui. Depois de ir lá, fomos no Lithia Park. Ficamos lá um pouco, e decidimos ir procurar alguma trilha legal. Acabamos decidindo pelo Emigrant Lake. Mas foi um desastre, porque estava seco e feio, e não como nas fotos do google. Então voltamos para o Lithia Park para patinar no gelo. Foi a primeira vez que o meu namorado patinou, e eu não sei se eu tava mais feliz por ele estar se esforçando para fazer isso por mim ou por eu poder estar fazendo isso com ele. Depois de lá, voltamos para o meu quarto, para então ir jogar boliche. Chegando lá, todas as minhas roommates já estavam lá. Quando eu falei que iríamos jogar boliche, a Carly, minha roommate disse que tambem queria, então convidei ela pra ir junto. Fomos primeiro jantar em um restaurante de sushi. Pela primeira vez, não achei lá essas coisas a comida, mas não estava ruim, só não estava bom. Depois de comer, fomos até Medford para jogar boliche. Chegamos lá e descobrimos que estava fechado, mesmo que no google falasse que ficava aberto até meia noite. Passamos no Safeway, e voltamos para Ashland. Dia encerrado. No dia seguinte, teoricamente, faríamos um monte de coisas, porém meu namorado acordou de novo com dor por causa das pedras no rim e passou a manhã inteira e boa parte da tarde com dor. Então não fizemos nada, e quando eu fui para a aula, as três e meia da tarde, eles foram embora.
Mas não acaba por aí. Quando eu voltei da aula, as cinco da tarde, percebi que eles tinham esquecido os sacos de dormir, um casaco, uma camiseta e um cinto aqui. Mandei mensagem e eles voltaram para pegar, e aproveitaram para fazer um último xixi antes de ir para San Francisco.
E agora finalmente posso falar que esse foi o fim do meu Winter Break.



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