Sobre meu aniversário
Esse ano eu faço 33 anos. Não sei como aconteceu, mas cá estamos. Eu sinto que 33 é muito. Eu não achei que eu chegaria nesse número. A verdade é que eu nunca pensei muito depois dos 30. E sei lá, por um lado, eu não me sinto com 33. Eu sinto que na minha cabeça, eu parei nos 28 e to pra sempre ali. Mas por outro lado, eu sinto meu corpo começando a mostrar que eu já passei dos 28. Eu to tentando ao máximo cuidar do meu corpo, to me alimentando decentemente (boa parte do meu tempo), eu to fazendo exercício, mas agora eu sinto dores. Se eu durmo de mal jeito, fico com dor, se eu faço alguma coisinha diferente do esperado, fico com dor... E acho que é por isso que eu to começando a ficar com medo de engravidar. E hoje mesmo eu pensei que se não rolar no ano que vem (porque sim, a gente meio que tá tentando agora, desde setembro/outubro), eu acho que é capaz de eu não querer mais. Triste e com dor no coração, porque eu sei que eu quero, mas não vou ter coragem de fazer meu corpo passar por uma gestação.
Enfim, eu não vim aqui pra reclamar do meu corpo. Vim falar sobre o meu aniversário, que pela primeira vez em muito tempo caiu num sábado, e eu estou com 0 vontade de comemorar esse ano. Eu sinto que esse ano eu não tenho o que comemorar. Como já falei no post anterior, esse ano foi bem ruim, e acho que talvez por isso, eu to tão desanimada em comemorar o meu aniversário. Eu queria que esse ano simplesmente não tivesse existido.
O Paulinho me deu de aniversário, um fone de ouvido (daqueles grandão, tipo headset) sem fio, porque o meu tava triste, e foi a melhor coisa sobre o meu aniversário (claro que eu ainda não fiz aniversário, é só amanhã, mas eu acho que vai continuar sendo). Esse ano, eu acho que foi ele e o amor dele que me manteve viva, porque tantas vezes eu quis desistir de tudo. E eu não digo isso porque "ooh, coitadinha dela! Toda depressiva". Não foi isso. Eu tive dias ruins, tive. Mas mesmo em dias ruins, sempre que eu pensava em agradecer as coisas boas, era sempre nele que eu pensava. Ele foi a coisa boa do meu ano.
Enfim, nesse aniversário eu não estou animada. Vou fazer alguma coisa no meu pai, só pra reunir a família mais próxima, mesmo. Meu pai, a Mônica, a Laura, minha vó Ieda, Dimitri (só porque ele tá aqui), minha vó Katia, minha mãe, meu irmão, a Ana, a Betina, a Adhara (eu chamei ela, sinceramente, porque a gente se aproximou mais quando eu comecei a dar aula de pole pra ela), e por último e mais importante, o Paulinho. Eu to pensando só em pedir umas pizzas, mesmo. Uma coisa que consegue agradar todo mundo.
Aliás, hoje é sexta-feira 13, e meu aniversário cai um dia depois disso. Será que é um sinal?
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Hoje sim é meu aniversário, e ainda bem que eu tava com as expectativas baixas, porque mesmo assim conseguiram se superar e fazer esse ser o pior aniversário da minha vida. Ultrapassando o de quando eu era criança, e a Nicolle, Bruna e Isabela (filhas das amigas da minha mãe) me excluirem das brincadeiras delas.
Enfim, o dia começou no Pole. Fui pro pole, e não consegui fazer quase nada porque meu ombro/pescoço ainda tava doendo mais do que eu gostaria. Aí voltei pra casa, decidida a fazer com que o dia não fosse tão ruim assim. Depois do almoço fui fazer a unha no salão da minha mãe, e voltei pra casa. Lá pelas 18h fomos pra casa do meu pai pra pedir uma pizza e comemorar meu aniversário. Chegamos lá, e a Mônica tinha arrumado a mesa bonitinha, mas ela já chegou meio que brigando comigo porque eu tinha que ter falado com ela, e não com o meu pai, porque o meu pai é meio perdido e não sabe explicar as coisas direito, e tudo mais. Mas sinceramente, eu não levei isso super pro lado ruim. Eu só falei/pensei "ok, eu entendo ela, meu pai é mesmo meio perdido, e se eu falar com ele vai ser super por cima, porque ele não faz perguntas subsequentes", e ficou por isso. Aí depois de um tempo, meu irmão chegou, e ficou isolado de todo mundo, depois de um tempo, minha mãe me falou que era porque ele tava meio puto com a Mônica e com o meu pai, por toda uma história e drama desnecessário. Mas eu achei que era isso, que ia ficar por isso, ele ia ficar isolado na dele, e o resto do pessoal conversando e socializando. Ahhhh como eu estava enganada. Como eu fui inocente.
Em algum momento meu pai foi conversar com ele, e a discussão começou a elevar o nível, e eles começaram a gritar um com o outro em um nível que tava feio. Eu tive que ir lá implorar/gritar pra eles pararem de discutir e estragar o meu aniversário. Eu sinceramente não sei muito bem como foi esse momento, eu só sei que eu gritei pra eles pararem, e comecei a chorar. Eu não sei o que me deu, eu só sei que não consegui segurar e comecei a chorar igual criança. A Laura foi ficar comigo e tentar me acalmar, ela foi muito fofa hoje e sinceramente foi uma das melhores partes do meu aniversário. Ela, a Betina e o Paulinho. Enfim, em algum momento eu sei que eu fui pro colo do Paulinho chorar no ombro dele, também. Aí a Adhara chegou, e eu estava pronta pra ir embora. Pra agradecer ela por ter vindo, mas mandar ela de volta pra casa dela, e voltar pra minha. Mas a pizza não tinha nem chegado ainda, então acabamos voltando pra casa, fiquei um tempo lá no quarto da Laura com a Laura e a Betina, brincando com elas, e parece que em algum momento eles conseguiram conversar e se resolver, mas para isso, eles resolveram estragar completamente o meu aniversário.
O Lipe pediu desculpas, mas falando sinceramente, eu não consegui desculpar, não. Eu queria muito desculpar, e esquecer, mas eu fiquei realmente muito chateada que ele não conseguiu esperar UM mísero dia pra brigar/discutir ou fazer o que diabos ele quisesse fazer pra resolver o drama dele, mas não, ele teve que fazer isso no meu aniversário. No único dia que deveria ser sobre mim. Então, não, eu ainda não consigo desculpar.
Depois disso a pizza chegou, a gente comeu, eu brinquei mais ainda com a Betina e com a Laura, enquanto todo mundo fingia que tava tudo bem, e sei lá, talvez pra eles estava tudo bem, mas tirando os momentos que eu tava brincando com a Betina e com a Laura, que eu simplesmente esquecia de todo o resto, eu ainda tava internamente chateada. Inclusive acho que foi meio que por isso que eu tentava toda hora ficar com elas.
Anyways, depois disso eu lavei os pratos e talheres que a gente usou, pra tentar ajudar em alguma coisa, já que a Monica acabou arrumando tudo por mim, e fomos embora lá pelas 22h30, mais ou menos. Agora eu to em casa, escrevendo aqui e querendo chorar de novo só de lembrar.
Sério, que dia bosta. Que aniversário horroroso. Tá aí um dia pra esquecer.
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