31 meu!
Eu tava pensando hoje, enquanto passava mal o dia inteiro na cama (porque aparentemente o meu inferno astral ainda não acabou), que esse ano eu faço 31 anos. E quando eu pensei nisso, lembrei de quando eu era criança e brincávamos de esconde-esconde. Quando a gente era encontrado, tinha que bater o 31 meu. Não sei porque 31, e também não sei porque "meu". Mas o que eu sei é que amanhã é "31 meu", e eu não consegui não relacionar com o fato de "me encontrar". É claro que eu não sou exatamente quem eu queria ser, eu não sei todas as respostas, eu não estou no ponto final da minha vida onde já me encontrei em todos os aspectos, mas eu sinto que eu me encontrei em vários deles.
No aspecto profissional, eu to bem feliz onde eu estou. Sabendo que eu posso crescer ainda mais, mas muito satisfeita com o tanto que eu já cresci. Quando comecei nessa área, eu ganhava R$900 (nem lembro mais, pra ser bem sincera, mas eu era estagiária, e definitivamente não ganhava tanto quanto eu merecia). Depois mudei de empresa pra ser "efetivada" e passei a ganhar R$1500, como pessoa jurídica. Deu mais dor de cabeça do que eu gostaria. Desses R$1500, eu pagava uns 300 de imposto, e ainda tinha os gastos pra manter a minha "empresa". Aqui eu DEFINITIVAMENTE ganhava menos do que eu merecia, mas esse foi essencial para que eu aprendesse (e aprendi muito), para passar para a empresa que eu estou agora, onde eu finalmente acho que ganho o quanto eu mereço. Conforme eu vou aprendendo mais coisas, meu salário também vai aumentando, diferente de como acontecia nas empresas anteriores. E é bom ser reconhecida pelo seu esforço.
No aspecto familiar, eu estou super feliz onde eu estou. Eu amo o Paulinho de um jeito que eu nunca esperei amar ninguém, e estar com ele faz meus dias mais felizes. Eu estou bem feliz onde eu estou, mas novamente, sei que ainda da pra crescer mais, no caso, fazer a família crescer. Meus 30 anos trouxeram essa vontade estranha de ter filhos. Coisa que eu nunca achei que fosse ter, mas cá estamos. Eu acho que pelo fato de estar tão bem no meu relacionamento, eu me senti confortável em pensar que tudo isso pode ficar ainda melhor, com um filho. Sei que não é fácil ter um filho. Sei que ter um filho sempre coloca ainda mais pressão no relacionamento, mas por estarmos tão bem, eu sinto que isso só vai nos unir ainda mais. É uma sensação parecida com aquela decisão de querer casar. Eu nunca fiz questão de casar, até que um dia, eu senti que precisava disso, e ainda que não tenha mudado muita coisa na dinâmica da relação, eu sinto que nos aproximou um pouco mais.
No aspecto emocional, eu sei que deixei um pouco a desejar. Muitas coisas tem me afetado, principalmente ultimamente. E eu queria ter sido um pouco melhor aqui. Queria ter tirado mais tempo pra mim, queria ter seguido um plano melhor no psicológico. Mas não posso reclamar também. Não acho que eu estive mal emocionalmente. Eu acho que eu tive dias/momentos ruins, mas no geral, não foi ruim.
No aspecto financeiro, eu sinto que lidei bem com as dificuldades (que não foram poucas, convenhamos). Eu tive vários percalços no caminho, mudança, quebra de tela de celular, troca de celular, troca de computador, marido perdendo o emprego, economia do país em crise e preços nas alturas, e mesmo assim, graças a Deus, não precisamos cortar nada dos nossos gastos, e ficou tudo mais ou menos sobre controle. Esse ano eu também voltei com a planilha de gastos, que tinha funcionado tão bem, mas eu tinha parado, e agora as coisas estão fluindo novamente.
Eu acabei de perceber que eu to fazendo a retrospectiva. Então vou parar por aqui, pra não ficar me repetindo muito.
Mas enfim, eu só queria mesmo falar que nos "31 meu" eu me encontrei.
Comentários