Sobre Crises de Ansiedade/Pânico...
Yay, adivinha quem teve dois breakdowns esse final de semana? Isso mesmo, euzinha.
Um sábado a noite e outro domingo a tarde. E não gostaria nem de pensar sobre eles. Por sorte, eu consegui controlar ainda no começo (eu acho), porque não foi tão ruim quando aquele que eu tive da outra vez. Mas sim, eu tenho coisas pra falar sobre esses também.
O primeiro detalhe importante, é que assim como aquele outro, esse não teve um motivo grande. Foi um motivo ridículo, mas que a minha cabeça fingiu que era importante e fez esse escarcéu todo. E esse, diferente do anterior, teve repercussões ainda piores, porque envolveu o Paulinho.
Mas vamos lá, sábado a noite, eu acabei deitando no sofá e dormi. Acordei com o barulho de chave na porta. Era o Paulinho saindo. Eu perguntei o que tava acontecendo, ainda meio dormindo. Ele respondeu, brincando, "Vou encontrar a outra". Eu falei: "Huh?". E aí ele explicou: "O Pinguim e o Sté tão no Mr.Hoppy e me chamaram pra ir ali. E eu to indo lá". Minha cabeça não entendeu o primeiro, ou entendeu e misturou as duas explicações, eu não sei, como eu disse, eu estava meio dormindo, e meu cérebro não tinha de fato acordado. E assim que ele saiu, eu comecei a ficar nervosa. Muito nervosa. Eu não tenho absolutamente NENHUM motivo pra desconfiar dele, mas na minha cabeça eu tinha certeza que tinha alguma coisa acontecendo. E eu fui ficando cada vez pior. Eu não consegui voltar a dormir, porque não parava de tremer e estava com enjôo, achando que eu iria vomitar a qualquer momento. Em algum momento eu consegui me acalmar o suficiente para cochilar, eu vi ele voltando, não muito tarde, e voltei a dormir. Acordei diversas vezes durante a madrugada, completamente suada, a ponto de ter que pegar uma toalha e me secar. Foi uma noite horrível. E agora, dois dias depois do ocorrido, eu simplesmente não lembro o porquê de eu ter ficado tão nervosa.
No dia seguinte, Domingo, eu saí pra almoçar com a minha mãe no Shopping, para que eu pudesse comprar um óculos de sol. Eu ainda não estava bem. Almoçamos, e na hora de comprar o óculos, eu experimentei vários, mas fiquei em dúvida entre dois. Mandei foto dos dois para o Paulinho pra ele me ajudar a escolher. Enquanto ele não respondia, a minha mãe falava: "Leva os dois"/"Você gostou desse? Então compra logo" e assim por diante. E eu não sou assim, de comprar logo. Eu gosto de pensar bem se eu realmente quero aquilo antes de comprar. Eu gosto de, quando eu estou em um shopping, dar pelo menos uma volta no shopping enquanto eu penso se eu quero mesmo. Mas sob a pressão dela eu acabei comprando antes mesmo de o Paulinho me responder a mensagem. Quando ele respondeu, ele falou que um deles era igual ao que eu já tinha antes, e o outro era grande demais pra mim. Mas quando ele respondeu, eu tinha acabado de comprar um deles. Assim que eu saí da loja, começou a bater um desespero que eu senti que tava vindo, e eu me arrependi na hora de ter gastado 300 reais com um óculos que ele não tinha gostado e que eu sabia que por ele não ter gostado, eu também não ia gostar. Eu não tinha nem saído da frente da loja, quando eu voltei para devolver o óculos e pedir para cancelar a compra. Foi uma bagunça na hora de cancelar a compra, porque o rapaz do caixa não sabia como fazer isso, e aí ele teve que mandar mensagem pro supervisor dele, eu acho, e aí mesmo com as mensagens não estava dando certo, até que o rapaz ligou, e pela chamada, conseguiram resolver, mas levou um tempinho. Quando saímos de lá, eu vim pra casa, e chorei. Chorei por estar me sentindo mal comigo mesma, chorei pelo que tinha acontecido na noite anterior, chorei por me sentir uma pessoa ruim de fazer o Paulinho passar por isso de novo (de ter que me aguentar mal), chorei por todas as coisinhas pequenas que estavam se acumulando até transbordar. Um pouquinho depois que eu comecei a chorar, o Paulinho veio conversar comigo, e foi aí que eu descobri que tava afetando ele também. Ele ficou mal o dia inteiro no domingo, e quase o dia inteiro na Segunda-feira. Ele parecia um pouquinho melhor segunda a noite, mas hoje (terça-feira) de manhã ele ainda não estava bem.
Eu não queria fazer ele passar por isso de novo, e provavelmente ele tá relembrando/revivendo aquela época horrível da minha vida, quando eu tinha frequentemente crises de depressão, e baixa auto-estima, e o quanto eu fiz ele sofrer por causa disso.
Eu estou pensando em voltar a ir na psicóloga, agora, porque eu tenho muito medo de voltar para aquele ponto da minha vida. Eu não quero voltar, mas eu sinto que é para onde eu to indo. Eu estou tendo muito mais momentos tristes do que momentos felizes, e eu não estava assim.
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