Sobre energias, Quiropraxia e Acupuntura...

 Eu não sei porque a primeira coisa que eu fiz ao abrir o computador, e ver que eu não tinha o que fazer no trabalho, foi entrar no blog. Eu nem sei o que escrever, mas se eu fiz isso, meio inconscientemente, é porque eu tenho alguma coisa pra escrever. 

E aacho que é porque eu fui no Daniel ontem, pra minha ultima sessão de Quiropraxia e Acupuntura. E como sempre, as sessões com ele são cheias de troca de energia, e me deixa toda reflexiva. E ontem, além de todas as coisas sobre mim, a gente também falou sobre a minha mãe, porque ela também tá indo lá.

Mas vamos por partes. Primeiro quero escrever sobre mim. Eu sinto que desde que eu comecei a ir lá, eu já melhorei bastante. Eu parei pra pensar, e as coisas começaram a desandar em outubro do ano passado, com todo o estresse da mudança, e tudo mais. E desde lá, eu tenho tido muitos dias ruins, em que eu me sentia triste, ou brava, ou irritada, ou todas as opções anteriores. Inclusive tenho tido mais dias ruins do que dias bons, o que foi péssimo pra mim, que estava tão bem antes de tudo isso começar. 

Eu não sei se foi o Daniel que ajudou a sair desse ciclo, mas de alguma forma, as coisas começaram a mudar, e agora eu to tendo mais dias bons do que dias ruins. E eu provavelmente já falei por aqui antes, mas quando mais dias bons, mais fácil é seguir o fluxo e ter mais dias bons. A gente vive meio que em um fluxo, e quando você ta acostumada a ter dias bons, o seu padrão é um dia bom, enquanto se você tá em um streak de dias ruins, antes mesmo de começar o dia você já pensa: "Será que hoje vai ser mais um dia ruim?" E com essa mentalidade, é difícil sair disso.

Mas no geral, ter ido lá me ajudou tanto em questão de alinhar energia e sair desse default mood ruim, quando a perceber certas coisas que estavam me fazendo mal, mas eu não percebia. Uma dessas coisas foi a raiva. Na primeira sessão, quando ele falou que eu tinha muita raiva, eu quis rir da cara dele. Eu sou a pessoa mais paciente e understanding que eu conheço. Óbvio que ele tava maluco em achar que eu tinha raiva. Na segunda sessão, ele falou de novo. Dessa vez eu pensei, "ué? que raiva? Eu não tenho raiva de nada ou ninguém". Na terceira sessão eu já tava pronta pra ouvir, e ele falou de novo. Depois da sessão, eu tentei simplesmente prestar atenção em tudo que eu tava sentindo, o tempo todo para ver se encontrava essa raiva que ele tanto falava. E não é que eu encontrei? E em mais de um lugar, inclusive. Eu percebi que eu ficava com raiva no trânsito, porque as pessoas tem dirigido muito mal ultimamente. Eu percebi que eu ficava com raiva no trabalho, porque alguns colegas de trabalho estavam dificultando a minha vida e fazendo coisas de um jeito ruim, e quando eu pegava essas coisas eu tinha que refazer muita coisa. E eu ficava com raiva de coisas banais, de vez em quando, como quando eu fui tentar montar minha mesa, e levou 3 dias, uma bolha na palma da mão e muita raiva.

Depois de perceber, foi mais fácil para, cada vez que eu me sentia assim, respirar fundo, e racionalizar que não tem porque eu ficar com raiva, e que isso só vai fazer mal pra mim. Não vai fazer com que as pessoas aprendam a dirigir ou aprendam a fazer o trabalho delas. Essa raiva é minha, e só ta fazendo mal para o meu corpo, e não muda nada sentir ou não ela. Por isso eu escolhia não sentir mais. E na ultima sessão, finalmente ele falou que a raiva já parecia estar equilibrada.

Outra coisa que eu aprendi, é a proteger a minha energia. Eu sinto que muito do que eu tava sentindo antes, não era necessariamente que eu estava mal. No final do ano passado, quando deu aquela confusão toda e eu fiquei mal, provavelmente eu dei a chance de energias ruins se aproximarem de mim, e essas energias faziam com que eu não conseguisse melhorar. Agora, durante a minha meditação, eu tenho feito esse "escudo" protetor, para que essas energias ruins não se aproximem de mim e que eu não caia no mesmo espiral que eu caí aquela vez.

Mas chega de falar de mim, agora quero falar sobre a minha mãe. A minha mãe estava, provavelmente, em um lugar pior que o meu. A depressão dela é bem mais séria que a minha. Ela toma remédios, e tem consultas com psiquiatras. E a primeira sessão dela com o Daniel, foi em um dia que ela estava se sentindo muito mal, aparentemente. O caso da minha mãe é complicado, porque ela quer reagir, mas de alguma forma, ela sempre se autosabota e acaba na mesma. Ela sabe os porquês, e as vezes ela até sabe os comos, mas ela sempre tem algum tropeço no caminho e acha que tem que voltar para a estaca zero, e desiste. As vezes, só o que ela precisa, é saber que o tropeço não é o fim, que é só levantar e continuar a caminhada. Mas pra ela, é muito difícil. Quando a gente acha que não valemos absolutamente nada, não faz sentido esse esforço todo. Pra que se esforçar tanto só pra ser mais um. Mas o que ela não sabe, é que ela vale sim. Ela vale muito mais do que ela pensa. E eu queria que ela enxergasse isso. Queria que ela soubesse que ela não é o trauma dela. Ela é muito mais do que isso. 

Enfim, sei que falar tudo isso não adianta nada, porque ela só vai aceitar e internalizar isso quando ela estiver pronta pra aceitar e internalizar. Mas foi só algo que eu já estava pensando antes, e que achei que valia a pena escrever.



Pelo jeito hoje foi dia de textão. Obrigada por ter vindo, esse foi meu TEDTalk.

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