Retrospectiva 2018
Acho que podemos começar falando sobre Janeiro. Sobre o show do Toe em São Paulo e sobre a minha perda de um amigo querido. O show foi incrível e eu amei poder rever os amigos de lá. Mas também foi nessa viagem que eu percebi que as coisas nunca mais seriam as mesmas entre meu ex-melhor amigo e eu. Eu ainda acreditava (e foi realmente difícil deixar de acreditar), que talvez era só uma fase, e que tudo ia passar. Mas nessa viagem, nesse show, foi quando eu percebi que nossa amizade, ainda que maravilhosa pelo tempo que ela durou, tinha acabado. Eu percebi que eu não era tão importante assim para que pudessemos trabalhar na amizade ao invés de simplesmente desistir.
E tenho que admitir que levou praticamente o ano inteiro para eu me acostumar com a perda dessa amizade. Não foi fácil, foram meses e meses que eu passei pensando o que eu poderia ter feito diferente para que não chegasse a esse ponto, ou como eu poderia salvar o relacionamento. Mas acabou que eu finalmente (quase no final do ano) percebi que para um relacionamento, qualquer relacionamento, seja de amizade, seja amoroso, os dois lados precisam se esforçar para que funcione. Não adianta uma das partes fazer de tudo e mais um pouco, se a outra parte não se esforçar, você só está se desgastando, e não vai conseguir o resultado que deseja. Enfim, já falei demais sobre esse assunto, mas eu sinto que foi um dos assuntos mais importantes do ano, então tudo bem.
Por meados de Março surgiu uma super oportunidade pra mim, de trabalhar em um projeto bem legal chamado Conversação Itinerante. Se você nunca ouviu falar desse projeto, tudo bem, afinal ele durou no máximo 3 meses. Mas pra mim foi algo super legal de trabalhar. Eu pude finalmente partir para o meu lado Designer e criar. Desde que eu me formei em Design, nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar com isso, então foi algo super legal pra mim. E mesmo que o projeto não tenha dado certo, eu consegui ajudar um amigo(que foi o criador da ideia e do projeto), conheci pessoas novas(mesmo que depois que o projeto tenha acabado eu nunca mais tenha tido contato, eu ainda considero um pró ter conhecido, pois nesses períodos que eu pude conversar com outras pessoas eu já aprendi coisas), e ainda pude trabalhar com Design, como já mencionei antes. Foi muito difícil conciliar meu trabalho (Estava trabalhando 6 horas por dia na Evonline), o Pole Dance (2 vezes por semana) e a Faculdade (Cinco matérias de TI).
Em Julho, a gata que a minha mãe adotou de São Paulo deu cria(!) e foi a primeira vez que eu pude testemunhar e acompanhar o nascimento e crescimento de gatos filhotes. Foi a primeira vez que eu testemunhei de verdade o sentimento de "Parece que foi ontem que ele cabia na palma da minha mão e agora já tá do tamanho da mãe". Foi muito legal acompanhar tudo isso. E por mais que tenha sido inesperado e indesejado, eu fiquei feliz de poder fazer parte disso.
Em Setembro, eu recebi uma proposta muito boa, que me possibilitou finalmente sair da Evonline, de onde eu estava morrendo por dentro todos os dias um pouquinho, e começar a trabalhar em um outro lugar, na Coopers, onde eu ia aprender Web Design desde o princípio, e ainda ser paga para isso. Mas é claro que a vida não ia facilitar tanto assim as coisas pra mim, não é mesmo? Então só para não deixar no Easy Mode, a contratação era PJ, ou seja, eu teria que abrir uma empresa para trabalhar lá.
Eu aceitei, mesmo receosa. Eu sei que abrir uma empresa não é uma coisa muito fácil no Brasil, o país da burocracia. Mas mesmo assim entrei nessa. Espero não me arrepender na hora de fechar a empresa. Foram alguns dias de correria atrás de papel, cartório, etc. Mas finalmente deu certo. E agora, além de Designer, eu também posso ser considerada Empresária.
Ah, e essa oportunidade também foi um fator importante para a nossa decisão de mudar os planos de ir pro Canadá e ao invés de ir trabalhar lá, na área de Montreal, ir estudar lá, na área de Vancouver. Com essa mudança de planos, duas coisas aconteceram: Eu resolvi trancar o curso de TI, afinal iria ter que refazer lá em Vancouver, mesmo. E as aulas de francês, que haviamos começado no inicio de 2018, também tiveram seu fim no final de 2018.
Isso também está diretamente ligado com o fator crise financeira do ano de 2018. Tiveram alguns meses mais complicados financeiramente (principalmente Novembro e Dezembro, que foi quando eu parei o curso de TI e o Francês). Mas eu vou sobrevivendo do jeito que dá. Afinal, não tem outro jeito, não é mesmo?
Em Setembro também, dia 20, para ser mais específica, eu casei. Quem diria que depois de 8 anos namorando eu finalmente iria casar. Não fizemos festa, não avisamos todo mundo. Simplesmente casamos. E sinceramente eu estou feliz assim. Não tive que me preocupar com organizar festa, vestido de casamento, fotógrafo, comida, lista de presentes e mais todo o resto que vem junto com festa de casamento. Em todo o processo eu só tive um dia de mental breakdown pelo fato de ter que correr atrás de tudo sozinha, enquanto começava em um trabalho novo(Coopers), e enquanto o "noivo" que está de férias por tempo indeterminado não se mexeu muito para ajudar. Mas passou e agora está tudo bem.
Algumas coisas que foram constantes o ano inteiro que eu acho que merecem o(s) seu(s) parágrafo(s) especial(ais): O quanto eu aprendi em 2018, e o Pole Dance.
Acho que se eu tivesse que resumir 2018 em uma palavra, essa palavra seria aprendizagem. Eu aprendi muito, muito mesmo. Sobre mim, sobre o mundo, sobre design, sobre desenvolvimento e criação de sites, sobre controle financeiro, sobre estabilidade emocional, sobre felicidade...
Acho que já dá pra perceber, de acompanhar meu blog que de uns anos pra cá eu venho sempre trabalhando em mim mesma, sempre buscando ser uma pessoa melhor. Eu não sei se m 2018 eu consegui ser uma pessoa melhor do que 2017 (provavelmente não), mas eu sei que eu aprendi algumas coisas muito legais sobre mim. Eu descobri que eu posso muito mais do que eu acreditava. Eu descobri que as coisas que parecem ser o fim do mundo, não são realmente o fim do mundo, e além de não te matarem, de fazem crescer. Quando eu fiz o teste para tentar entrar na Coopers, eu tive que montar o HTML e CSS de um layout que me foi passado. A última(e primeira) vez que eu tinha escrito um código HTML foi na aula de Web Design, na faculdade, a pelo menos 4 anos atrás. Mas mesmo assim eu fui atrás, li tudo o que eu podia, e em uma semana eu terminei o teste. E até hoje falam que foi um dos melhores testes que eles viram. E eu lembro que foi uma semana na qual que trabalhava das 8:30 as 16:00 na Evonline, eu voltava pra casa e ia direto pra frente do computador pra ler, estudar, e fazer o teste. No dia de entregar o teste eu estava tão cansada, que eu realmente falei: "Desisto. Eu vou entregar assim, mesmo, porque eu simplesmente to esgotada. Eu não tenho mais nada dentro de mim e se eu trabalhar nisso por mais um segundo, eu vou perder a sanidade."
E quando eu finalmente fui aceita, foi mais uma leva de aprendizagem, dessa vez mais profunda ainda, em HTML, CSS, JavaScript, GitHub, CLI, WordPress. Até hoje eu ainda estou aprendendo, lá!
Sobre o Pole, eu não sei o quanto eu consigo dizer sem começar a chorar e ficar emocionada, mas vamos lá.
Eu comecei o Pole de verdade no final de 2016. Outubro ou Novembro de 2016. Fiz quase um anoe parei uns 3 ou 4 meses no final de 2017. No começo de 2018 eu voltei, e voltei para ficar, e disposta a aproveitar ao máximo tudo que eu poderia aproveitar. E o quanto eu aproveitei. Me esforçava ao máximo em cada aula(exceto um dia ou outro, quando meu humor não estava legal), e aproveitava cada segundo de aula. Já no começo do ano teve a graduação de Pole, fui indicada para o nível Intermediário II e passei. E agora mais pro final do ano, outras duas coisas importantes: um concurso/competição de pole entre as alunas para uma oportunidade de dançar um solo no espetáculo do fim do ano e uma oportunidade de fazer uma participação especial no primeiro ato do espetáculo, o ato da Companhia de Dança Elô Alcântara.
O Concurso/competição foi um passo muito importante pra mim, porque provou para mim mesma que eu posso e consigo estar sempre evoluindo. Eu nunca achei que eu conseguisse criar uma coreografia, nunca achei que conseguisse dançar com todas as pessoas me olhando, nunca achei que fosse conseguir expressar o que eu sinto através do Pole(e da dança), mas eu consegui. (Olha eu chorando aqui...) Eu consegui tudo isso e mais um pouco. Consegui mostrar que qualquer um, consegue, basta apenas se dedicar e treinar, treinar, treinar. Eu nunca tive ritmo pra dançar, eu sempre fui a mais descoordenada, eu sempre achei que dança não era pra mim, aí eu descobri o Pole Dance, e descobri que até para quem é descoordenada e sem ritmo, ao se esforçar o suficiente dá pra chegar lá (vou falar um pouco mais quando chegarmos no tópico "Participação especial na Companhia"). A minha apresentação nesse concurso foi muito eu. Eu estava na música que eu escolhi, na tentativa de dança fluída do começo da coreografia, nos movimentos que eu fiz, nos erros que eu cometi, no nervosismo que ficou comigo desde quando eu decidi fazer isso, até o final da música da apresentação. E por incrível que pareça, agora, quando eu revejo o vídeo eu consigo ver que a coreografia que eu montei foi muito eu, mesmo eu tendo buscado e me referenciado em pessoas diferentes de mim, pessoas que são muito mais fluídas que eu. Pessoas que tem facilidade com a parte Dança do Pole Dance. Pessoas que fariam a minha coreografia não ser tão a minha cara como ela foi.
No final, eu fiquei em terceiro lugar, de cinco meninas que concorreram. Mas eu senti como se tivesse ganhado primeiro.
A Participação Especial foi uma montanha-russa, basicamente. Quando me ofereceram a oportunidade eu pensei: "É obvio que não. Nunca que eu vou dançar junto com um monte de meninas(e meninos) super fodas que dançam super bem." Primeiro porque eu pensei que obviamente eu iria estragar a apresentação deles, sendo ruim. Segundo porque aí seria muito aparente, em comparação com aqueles pole dancers bons, o quão ruim eu era. Mas eu prometi que eu iria pensar, e pensei. Pensei sobre me desafiar esse ano. Pensei sobre tudo que eu tinha me esforçado no Pole para que eu conseguisse melhorar. Pensei sobre a oportunidade de me esforçar mais ainda para sair da minha zona de conforto. E fui. Várias vezes durante os ensaios eu pensei: "O que eu to fazendo aqui? Eu não sei dançar. Eu sou descoordenada. Eu nunca vou conseguir." Mas mesmo assim, todo dia de ensaio eu dava o máximo de mim. Afinal, eu tinha que compensar a minha falta de coordenação com alguma coisa, e essa coisa era o meu esforço. Eu fui em praticamente todos os ensaios(acho que faltei dois ou três deles). Enquanto algumas outras meninas faltavam mais do que iam. E é aqui que eu faço aquele adendo que mencionei no paragrafo anterior. As outras meninas, que já eram da dança, eram mais coordenadas e tinham mais facilidade para aprender a coreografia, era visível a nossa diferença. Enquanto eu tive que melhorando aos poucos, cada dia um pouquinho, elas ficavam uma semana sem ir no ensaio e no ensaio seguinte elas ainda continuavam melhor que eu. Isso me desanimava um pouco, mas eu ainda tinha meu esforço, e no final, eu acho que consegui chegar no nível delas, mesmo descoordenada e sem ritmo do jeito que eu sou. Eu digo que foi uma montanha russa de emoções, pois cada dia eu pensava em desistir, e tinha que me superar, e ficava feliz em ver como eu estava melhorando, mas aí eu me comparava com as outras meninas e queria desistir de novo, e assim por diante. Mas no final, tudo deu certo, e mais uma vez eu provei para mim mesma que eu sou capaz de muito mais do que eu imagino.
E tenho que admitir que levou praticamente o ano inteiro para eu me acostumar com a perda dessa amizade. Não foi fácil, foram meses e meses que eu passei pensando o que eu poderia ter feito diferente para que não chegasse a esse ponto, ou como eu poderia salvar o relacionamento. Mas acabou que eu finalmente (quase no final do ano) percebi que para um relacionamento, qualquer relacionamento, seja de amizade, seja amoroso, os dois lados precisam se esforçar para que funcione. Não adianta uma das partes fazer de tudo e mais um pouco, se a outra parte não se esforçar, você só está se desgastando, e não vai conseguir o resultado que deseja. Enfim, já falei demais sobre esse assunto, mas eu sinto que foi um dos assuntos mais importantes do ano, então tudo bem.
Por meados de Março surgiu uma super oportunidade pra mim, de trabalhar em um projeto bem legal chamado Conversação Itinerante. Se você nunca ouviu falar desse projeto, tudo bem, afinal ele durou no máximo 3 meses. Mas pra mim foi algo super legal de trabalhar. Eu pude finalmente partir para o meu lado Designer e criar. Desde que eu me formei em Design, nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar com isso, então foi algo super legal pra mim. E mesmo que o projeto não tenha dado certo, eu consegui ajudar um amigo(que foi o criador da ideia e do projeto), conheci pessoas novas(mesmo que depois que o projeto tenha acabado eu nunca mais tenha tido contato, eu ainda considero um pró ter conhecido, pois nesses períodos que eu pude conversar com outras pessoas eu já aprendi coisas), e ainda pude trabalhar com Design, como já mencionei antes. Foi muito difícil conciliar meu trabalho (Estava trabalhando 6 horas por dia na Evonline), o Pole Dance (2 vezes por semana) e a Faculdade (Cinco matérias de TI).
Em Julho, a gata que a minha mãe adotou de São Paulo deu cria(!) e foi a primeira vez que eu pude testemunhar e acompanhar o nascimento e crescimento de gatos filhotes. Foi a primeira vez que eu testemunhei de verdade o sentimento de "Parece que foi ontem que ele cabia na palma da minha mão e agora já tá do tamanho da mãe". Foi muito legal acompanhar tudo isso. E por mais que tenha sido inesperado e indesejado, eu fiquei feliz de poder fazer parte disso.
Em Setembro, eu recebi uma proposta muito boa, que me possibilitou finalmente sair da Evonline, de onde eu estava morrendo por dentro todos os dias um pouquinho, e começar a trabalhar em um outro lugar, na Coopers, onde eu ia aprender Web Design desde o princípio, e ainda ser paga para isso. Mas é claro que a vida não ia facilitar tanto assim as coisas pra mim, não é mesmo? Então só para não deixar no Easy Mode, a contratação era PJ, ou seja, eu teria que abrir uma empresa para trabalhar lá.
Eu aceitei, mesmo receosa. Eu sei que abrir uma empresa não é uma coisa muito fácil no Brasil, o país da burocracia. Mas mesmo assim entrei nessa. Espero não me arrepender na hora de fechar a empresa. Foram alguns dias de correria atrás de papel, cartório, etc. Mas finalmente deu certo. E agora, além de Designer, eu também posso ser considerada Empresária.
Ah, e essa oportunidade também foi um fator importante para a nossa decisão de mudar os planos de ir pro Canadá e ao invés de ir trabalhar lá, na área de Montreal, ir estudar lá, na área de Vancouver. Com essa mudança de planos, duas coisas aconteceram: Eu resolvi trancar o curso de TI, afinal iria ter que refazer lá em Vancouver, mesmo. E as aulas de francês, que haviamos começado no inicio de 2018, também tiveram seu fim no final de 2018.
Isso também está diretamente ligado com o fator crise financeira do ano de 2018. Tiveram alguns meses mais complicados financeiramente (principalmente Novembro e Dezembro, que foi quando eu parei o curso de TI e o Francês). Mas eu vou sobrevivendo do jeito que dá. Afinal, não tem outro jeito, não é mesmo?
Em Setembro também, dia 20, para ser mais específica, eu casei. Quem diria que depois de 8 anos namorando eu finalmente iria casar. Não fizemos festa, não avisamos todo mundo. Simplesmente casamos. E sinceramente eu estou feliz assim. Não tive que me preocupar com organizar festa, vestido de casamento, fotógrafo, comida, lista de presentes e mais todo o resto que vem junto com festa de casamento. Em todo o processo eu só tive um dia de mental breakdown pelo fato de ter que correr atrás de tudo sozinha, enquanto começava em um trabalho novo(Coopers), e enquanto o "noivo" que está de férias por tempo indeterminado não se mexeu muito para ajudar. Mas passou e agora está tudo bem.
Algumas coisas que foram constantes o ano inteiro que eu acho que merecem o(s) seu(s) parágrafo(s) especial(ais): O quanto eu aprendi em 2018, e o Pole Dance.
Acho que se eu tivesse que resumir 2018 em uma palavra, essa palavra seria aprendizagem. Eu aprendi muito, muito mesmo. Sobre mim, sobre o mundo, sobre design, sobre desenvolvimento e criação de sites, sobre controle financeiro, sobre estabilidade emocional, sobre felicidade...
Acho que já dá pra perceber, de acompanhar meu blog que de uns anos pra cá eu venho sempre trabalhando em mim mesma, sempre buscando ser uma pessoa melhor. Eu não sei se m 2018 eu consegui ser uma pessoa melhor do que 2017 (provavelmente não), mas eu sei que eu aprendi algumas coisas muito legais sobre mim. Eu descobri que eu posso muito mais do que eu acreditava. Eu descobri que as coisas que parecem ser o fim do mundo, não são realmente o fim do mundo, e além de não te matarem, de fazem crescer. Quando eu fiz o teste para tentar entrar na Coopers, eu tive que montar o HTML e CSS de um layout que me foi passado. A última(e primeira) vez que eu tinha escrito um código HTML foi na aula de Web Design, na faculdade, a pelo menos 4 anos atrás. Mas mesmo assim eu fui atrás, li tudo o que eu podia, e em uma semana eu terminei o teste. E até hoje falam que foi um dos melhores testes que eles viram. E eu lembro que foi uma semana na qual que trabalhava das 8:30 as 16:00 na Evonline, eu voltava pra casa e ia direto pra frente do computador pra ler, estudar, e fazer o teste. No dia de entregar o teste eu estava tão cansada, que eu realmente falei: "Desisto. Eu vou entregar assim, mesmo, porque eu simplesmente to esgotada. Eu não tenho mais nada dentro de mim e se eu trabalhar nisso por mais um segundo, eu vou perder a sanidade."
E quando eu finalmente fui aceita, foi mais uma leva de aprendizagem, dessa vez mais profunda ainda, em HTML, CSS, JavaScript, GitHub, CLI, WordPress. Até hoje eu ainda estou aprendendo, lá!
Sobre o Pole, eu não sei o quanto eu consigo dizer sem começar a chorar e ficar emocionada, mas vamos lá.
Eu comecei o Pole de verdade no final de 2016. Outubro ou Novembro de 2016. Fiz quase um anoe parei uns 3 ou 4 meses no final de 2017. No começo de 2018 eu voltei, e voltei para ficar, e disposta a aproveitar ao máximo tudo que eu poderia aproveitar. E o quanto eu aproveitei. Me esforçava ao máximo em cada aula(exceto um dia ou outro, quando meu humor não estava legal), e aproveitava cada segundo de aula. Já no começo do ano teve a graduação de Pole, fui indicada para o nível Intermediário II e passei. E agora mais pro final do ano, outras duas coisas importantes: um concurso/competição de pole entre as alunas para uma oportunidade de dançar um solo no espetáculo do fim do ano e uma oportunidade de fazer uma participação especial no primeiro ato do espetáculo, o ato da Companhia de Dança Elô Alcântara.
O Concurso/competição foi um passo muito importante pra mim, porque provou para mim mesma que eu posso e consigo estar sempre evoluindo. Eu nunca achei que eu conseguisse criar uma coreografia, nunca achei que conseguisse dançar com todas as pessoas me olhando, nunca achei que fosse conseguir expressar o que eu sinto através do Pole(e da dança), mas eu consegui. (Olha eu chorando aqui...) Eu consegui tudo isso e mais um pouco. Consegui mostrar que qualquer um, consegue, basta apenas se dedicar e treinar, treinar, treinar. Eu nunca tive ritmo pra dançar, eu sempre fui a mais descoordenada, eu sempre achei que dança não era pra mim, aí eu descobri o Pole Dance, e descobri que até para quem é descoordenada e sem ritmo, ao se esforçar o suficiente dá pra chegar lá (vou falar um pouco mais quando chegarmos no tópico "Participação especial na Companhia"). A minha apresentação nesse concurso foi muito eu. Eu estava na música que eu escolhi, na tentativa de dança fluída do começo da coreografia, nos movimentos que eu fiz, nos erros que eu cometi, no nervosismo que ficou comigo desde quando eu decidi fazer isso, até o final da música da apresentação. E por incrível que pareça, agora, quando eu revejo o vídeo eu consigo ver que a coreografia que eu montei foi muito eu, mesmo eu tendo buscado e me referenciado em pessoas diferentes de mim, pessoas que são muito mais fluídas que eu. Pessoas que tem facilidade com a parte Dança do Pole Dance. Pessoas que fariam a minha coreografia não ser tão a minha cara como ela foi.
No final, eu fiquei em terceiro lugar, de cinco meninas que concorreram. Mas eu senti como se tivesse ganhado primeiro.
A Participação Especial foi uma montanha-russa, basicamente. Quando me ofereceram a oportunidade eu pensei: "É obvio que não. Nunca que eu vou dançar junto com um monte de meninas(e meninos) super fodas que dançam super bem." Primeiro porque eu pensei que obviamente eu iria estragar a apresentação deles, sendo ruim. Segundo porque aí seria muito aparente, em comparação com aqueles pole dancers bons, o quão ruim eu era. Mas eu prometi que eu iria pensar, e pensei. Pensei sobre me desafiar esse ano. Pensei sobre tudo que eu tinha me esforçado no Pole para que eu conseguisse melhorar. Pensei sobre a oportunidade de me esforçar mais ainda para sair da minha zona de conforto. E fui. Várias vezes durante os ensaios eu pensei: "O que eu to fazendo aqui? Eu não sei dançar. Eu sou descoordenada. Eu nunca vou conseguir." Mas mesmo assim, todo dia de ensaio eu dava o máximo de mim. Afinal, eu tinha que compensar a minha falta de coordenação com alguma coisa, e essa coisa era o meu esforço. Eu fui em praticamente todos os ensaios(acho que faltei dois ou três deles). Enquanto algumas outras meninas faltavam mais do que iam. E é aqui que eu faço aquele adendo que mencionei no paragrafo anterior. As outras meninas, que já eram da dança, eram mais coordenadas e tinham mais facilidade para aprender a coreografia, era visível a nossa diferença. Enquanto eu tive que melhorando aos poucos, cada dia um pouquinho, elas ficavam uma semana sem ir no ensaio e no ensaio seguinte elas ainda continuavam melhor que eu. Isso me desanimava um pouco, mas eu ainda tinha meu esforço, e no final, eu acho que consegui chegar no nível delas, mesmo descoordenada e sem ritmo do jeito que eu sou. Eu digo que foi uma montanha russa de emoções, pois cada dia eu pensava em desistir, e tinha que me superar, e ficava feliz em ver como eu estava melhorando, mas aí eu me comparava com as outras meninas e queria desistir de novo, e assim por diante. Mas no final, tudo deu certo, e mais uma vez eu provei para mim mesma que eu sou capaz de muito mais do que eu imagino.
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