Sobre Vergonha e Culpa
A vergonha e a culpa são emoções que de uma forma ou outra estão relacionadas com a autoavaliação em um nível comportamental. A vergonha, a partir de algo que pode ser pensado ou falado, e a culpa a partir de algo que foi agido.
A vergonha é um sentimento se insegurança provocada pelo medo do ridículo. É algo que pode travar seu corpo e sua mente, por causa do medo sobre o que o outros podem pensar de você. Algo que eu frequentemente costumo sentir. Talvez por me sentir inferior aos outros, talvez por sentir que o que os outros pensam de mim importa mais do que o que eu penso de mim.
Ou ainda seja porque o que eu penso de mim não é bom, então existe esse eterno medo de que as pessoas me percebam como eu me percebo, e me desprezem como eu me desprezo.
Como Mautner (2003) disse: "quando nos envergonhamos, o olhar do outro somado ao nosso desprezo por nós mesmos torna viver o momento insuportável."
E viver esse momento é o que eu mais tento evitar. Porque se tem algo que eu não suporto mesmo é passar por situações socialmente desconfortáveis.
Em relação ao deslocamento da vergonha, eu nunca presenciei em seu significado real, o de atribuir o próprio erro ao outro e a ele dirigir-se raiva. Mas eu me pergunto se seria possível o inverso, ou seja, atribuir o erro do outro a si, e com isso se desprezar/envergonhar.
Eu sei que isso, sim, eu já senti. Talvez por eu ser empática demais, e exigir demais de mim, eu costumava transferir pra mim os erros de outros ao meu redor. Como por exemplo, se um colega de trabalho que estava trabalhando no mesmo projeto que eu, e nosso projeto teve algum problema, eu rapidamente iria atribuir o erro a mim, até quando o erro não foi meu. É algo que eu to tentando melhorar, com algum sucesso.
A culpa é vivenciada quando transgressões são cometidas, ou quando pensamentos interditados e tendências à ação passível de punição são sentidos, mesmo sem conhecimento dos outros.
Aqui eu acho importante ressaltar uma característica importante sobre mim que está amplamente ligada a minha tendência de me sentir culpada. Eu gosto MUITO de seguir regras, e gosto de hábitos e rotina. E eu me sentia culpada, normalmente, quando não seguia regras, sejam elas criadas por outros, ou por mim. A culpa, diferente da vergonha, no meu caso, não podia ser compartilhada, e eu não conseguia sentir culpa por erros de outras pessoas, mas houveram ocasiões em que eu admiti uma culpa que não era minha, como forma de ajudar outra pessoa. Mas isso não significa que sentia a culpa por ela.
A culpa, de certa forma, é importante, pois motiva as pessoas a fazer o certo, como forma de reparar os erros.
Na minha infância, posso dizer que sempre houve uma comparação entre eu e o meu irmão. Nossa diferença de idade não é muito grande, e acredito que isso tenha influenciado. Mas mesmo com a mesma família, com a mesma criação, mesmos valores e regras impostos a nós, a forma com que lidamos com vergonha e culpa são praticamente opostos. Enquanto eu sempre sentia demais, e tomava pra mim os erros dos outros, meu irmão costumava não sentir culpa, sempre jogando a culpa para os outros, e parecendo não se importar com o que os outros pensavam dele, dessa forma, não sentindo muita vergonha de nada.
De certa forma, isso pode ter algum fundamento, se pensarmos que durante esse tempo todo, eu costumava me culpar pelos erros dele, e dessa forma ele aprendeu a jogar a culpa em mim, sabendo que eu não me iria me opor a isso. Eu, de certa forma, sou culpada por essa característica dele.
Mas no final está tudo certo, porque eu estou me consertando e aprendendo a deixar cada um com suas próprias emoções.
Reflexão sobre o texto "Vergonha e Culpa" de Giovana Veloso Munhoz da Rocha e Priscila Martins.
A vergonha é um sentimento se insegurança provocada pelo medo do ridículo. É algo que pode travar seu corpo e sua mente, por causa do medo sobre o que o outros podem pensar de você. Algo que eu frequentemente costumo sentir. Talvez por me sentir inferior aos outros, talvez por sentir que o que os outros pensam de mim importa mais do que o que eu penso de mim.
Ou ainda seja porque o que eu penso de mim não é bom, então existe esse eterno medo de que as pessoas me percebam como eu me percebo, e me desprezem como eu me desprezo.
Como Mautner (2003) disse: "quando nos envergonhamos, o olhar do outro somado ao nosso desprezo por nós mesmos torna viver o momento insuportável."
E viver esse momento é o que eu mais tento evitar. Porque se tem algo que eu não suporto mesmo é passar por situações socialmente desconfortáveis.
Em relação ao deslocamento da vergonha, eu nunca presenciei em seu significado real, o de atribuir o próprio erro ao outro e a ele dirigir-se raiva. Mas eu me pergunto se seria possível o inverso, ou seja, atribuir o erro do outro a si, e com isso se desprezar/envergonhar.
Eu sei que isso, sim, eu já senti. Talvez por eu ser empática demais, e exigir demais de mim, eu costumava transferir pra mim os erros de outros ao meu redor. Como por exemplo, se um colega de trabalho que estava trabalhando no mesmo projeto que eu, e nosso projeto teve algum problema, eu rapidamente iria atribuir o erro a mim, até quando o erro não foi meu. É algo que eu to tentando melhorar, com algum sucesso.
A culpa é vivenciada quando transgressões são cometidas, ou quando pensamentos interditados e tendências à ação passível de punição são sentidos, mesmo sem conhecimento dos outros.
Aqui eu acho importante ressaltar uma característica importante sobre mim que está amplamente ligada a minha tendência de me sentir culpada. Eu gosto MUITO de seguir regras, e gosto de hábitos e rotina. E eu me sentia culpada, normalmente, quando não seguia regras, sejam elas criadas por outros, ou por mim. A culpa, diferente da vergonha, no meu caso, não podia ser compartilhada, e eu não conseguia sentir culpa por erros de outras pessoas, mas houveram ocasiões em que eu admiti uma culpa que não era minha, como forma de ajudar outra pessoa. Mas isso não significa que sentia a culpa por ela.
A culpa, de certa forma, é importante, pois motiva as pessoas a fazer o certo, como forma de reparar os erros.
Na minha infância, posso dizer que sempre houve uma comparação entre eu e o meu irmão. Nossa diferença de idade não é muito grande, e acredito que isso tenha influenciado. Mas mesmo com a mesma família, com a mesma criação, mesmos valores e regras impostos a nós, a forma com que lidamos com vergonha e culpa são praticamente opostos. Enquanto eu sempre sentia demais, e tomava pra mim os erros dos outros, meu irmão costumava não sentir culpa, sempre jogando a culpa para os outros, e parecendo não se importar com o que os outros pensavam dele, dessa forma, não sentindo muita vergonha de nada.
De certa forma, isso pode ter algum fundamento, se pensarmos que durante esse tempo todo, eu costumava me culpar pelos erros dele, e dessa forma ele aprendeu a jogar a culpa em mim, sabendo que eu não me iria me opor a isso. Eu, de certa forma, sou culpada por essa característica dele.
Mas no final está tudo certo, porque eu estou me consertando e aprendendo a deixar cada um com suas próprias emoções.
Reflexão sobre o texto "Vergonha e Culpa" de Giovana Veloso Munhoz da Rocha e Priscila Martins.
Comentários